Umberto Sartori e acusado de crime organizado e branqueamento de capitais

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou que o empresário italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário da residencial Kaya-Kwanga, e mais três indivíduos foram detidos. Eles são suspeitos de envolvimento em crimes graves como narcotráfico, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, sendo indiciados como parte de uma rede de crime organizado em Moçambique.

Detalhes da Operação e Detenções
Além de Umberto Sartori, foram também detidos Manzar Saed Abbas, Tharmomed Valay Mahomed, conhecido por Shabir, e o seu filho, Anas Tharmomed. A operação de busca e captura, realizada em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), decorreu na manhã de sexta-feira, visando as residências dos suspeitos.

O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, explicou que a ação é fruto de um trabalho prévio de inteligência criminal. Durante as buscas, as autoridades apreenderam armas de fogo, diversas munições, telemóveis, computadores e vários documentos, que serão submetidos a perícia forense para fortalecer as provas.
Combate Intransigente ao Crime Organizado
Hilário Lole sublinhou que existem fortes indícios de que os detidos integram uma rede de crime organizado, e que os bens apreendidos são cruciais para consolidar a prova indiciária. O SERNIC assegurou que operações semelhantes vão continuar a ser realizadas em todo o território nacional, com o apoio das Forças de Defesa e Segurança e outras instituições da justiça.
O objetivo é claro: erradicar a prática do crime organizado em Moçambique. Lole deixou uma advertência contundente: “Queremos deixar uma advertência clara de que seremos intransigentes com todos aqueles que persistirem na atividade criminosa, sendo devidamente detidos e responsabilizados criminalmente.”



