Moçambicanos detidos em Gaza por assassinato de casal no Kruger Park

A Polícia sul-africana confirmou a detenção de dois cidadãos moçambicanos na província de Gaza, suspeitos de envolvimento no brutal assassinato de um casal sul-africano no Parque Nacional Kruger, ocorrido há cerca de duas semanas. As prisões resultam de uma operação transfronteiriça entre as autoridades dos dois países.
Detalhes da Detenção e do Crime
Os suspeitos, dois homens de 32 e 33 anos, foram capturados esta semana em Gaza. O casal, Dina (73) e Ernst Marais (71), de Mossel Bay, foi visto pela última vez a 20 de maio na área de Pafuri, com os seus corpos encontrados no dia seguinte perto de Crooks Corner, apresentando múltiplos ferimentos de faca. Este é o primeiro crime do género nos 100 anos de história do parque.
A investigação teve um avanço significativo com a recuperação da viatura do casal, um Ford Ranger, em Chókwè, a 26 de maio. Este achado levou à detenção do primeiro suspeito em Chókwè a 1 de junho, e do segundo em Xai-Xai, no dia seguinte. As autoridades indicam que ambos os detidos confessaram os crimes.
Cooperação Transfronteiriça e Extradição
O Ministro sul-africano das Florestas, Pescas e Meio Ambiente, Willie Aucamp, confirmou as prisões em Moçambique, elogiando os esforços “incansáveis” de todas as agências envolvidas. “Dissemos que esses criminosos seriam detidos e foi exatamente isso que aconteceu”, afirmou Aucamp, destacando a colaboração entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique, a Polícia Sul-Africana (SAPS), o SANParks e outras entidades.
Os suspeitos enfrentam acusações de homicídio e sequestro, com a possibilidade de outras acusações serem adicionadas. Aucamp informou que a África do Sul iniciará o processo formal de extradição para que os detidos sejam julgados no país pelo “crime hediondo”. A tenente-general Thembi Hadebe, comissária da Polícia de Limpopo, sublinhou que as prisões representam “um marco significativo” na investigação e demonstram a eficácia da cooperação contra o crime violento.
O ministro expressou solidariedade à família Marais, que sofreu uma “perda devastadora”, esperando que as prisões tragam algum conforto.



