Água

Nampula: Abastecimento de água com restrições por tempo indeterminado

A cidade de Nampula, capital do norte de Moçambique, continuará a enfrentar restrições no abastecimento de água potável por um período prolongado, apesar dos avanços no projecto da Barragem de Macuje, apontada como a solução definitiva para a crise hídrica na região.

O projecto da Barragem de Macuje, localizado no distrito de Rapale, que se configura como a principal resposta estrutural para a escassez de água que assola Nampula, concluiu recentemente a primeira fase de consulta pública para a Avaliação de Impacto Ambiental e o Plano de Reassentamento. Este progresso técnico e administrativo, contudo, não garante uma solução imediata.

Plácido Pereira, Secretário de Estado da província de Nampula, alertou na última terça-feira, 2 de maio, que a concretização da obra e a subsequente estabilização do fornecimento de água potável à cidade exigirão prazos extensos. Consequentemente, os moradores de Nampula deverão continuar a lidar com as limitações no acesso ao precioso líquido.

Durante a sexta sessão ordinária do Conselho Provincial de Segurança Alimentar e Nutricional, Pereira destacou ainda a baixa taxa de cobertura de água e saneamento na província. Para mitigar a situação, o Governo planeia continuar a perfurar furos nas áreas rurais e a edificar sistemas de abastecimento nas zonas urbanas, incluindo a expansão da barragem em Nacala e o avanço do processo para a construção da Barragem de Rapale em Nampula, um dos casos mais críticos.

A futura barragem de Macuje, com uma capacidade estimada de 88 milhões de metros cúbicos de armazenamento, conta com o financiamento do Banco Mundial. Projeta-se que esta infraestrutura beneficie cerca de 1 milhão de pessoas, aliviando significativamente a pressão sobre a barragem existente na cidade de Nampula, construída há seis décadas.

Dados apresentados por Bonifácio Cambir, representante dos Serviços Provinciais das Actividades Económicas em Nampula, revelam que a cobertura de água na província é de apenas 44,9%, indicando que muitas comunidades ainda carecem de acesso regular à água potável. Em resposta, o Governo tem intensificado os esforços, resultando na construção de 459 novas fontes de água e na reabilitação de outras 373 no ano passado.

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