Zandamela não cede à pressão da guerra no Oriente Médio para subsidiar combustíveis

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, assegurou que, por enquanto, Moçambique não vai ceder à pressão da guerra no Médio Oriente para subsidiar a importação de combustíveis, afirmando que não há condições que justifiquem tal medida.

A Posição do Banco Central
Zandamela explicou ontem, em Maputo, que a banca tem desempenhado um papel eficaz no financiamento dos combustíveis. “Não é perfeito,” admitiu, “mas tem garantido que o financiamento de combustível seja razoavelmente bom. Neste momento, não vemos nenhuma necessidade dessa postura no que diz respeito a essa forma de intervenção no mercado cambial.”

Estabilidade Cambial e Políticas Prudenciais
Ele acrescentou que o Banco Central tem implementado políticas financeiras cautelosas, essenciais para manter a estabilidade da taxa de câmbio, mesmo quando confrontado com choques externos. “Pelo facto de o câmbio ser um elemento central no funcionamento da nossa economia, tomamos uma decisão estratégica de ter políticas a nível do banco que são consistentes e coerentes”, sublinhou Zandamela, durante a conferência de imprensa sobre as deliberações do Comité de Política Monetária.
Impacto da Situação Geopolítica
É importante recordar que, numa comunicação anterior, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, havia informado que as reservas de combustível do país seriam suficientes até meados de abril. Impissa alertou, contudo, que a continuação do conflito no Médio Oriente poderia levar a revisões nos preços dos combustíveis, com impactos significativos nos preços de outros produtos essenciais.



