Educação

Severino Ngoenha defende uso do Fundo Soberano para financiar educação

O filósofo moçambicano Severino Ngoenha voltou a sublinhar a importância de destinar uma parte dos recursos do Fundo Soberano para o financiamento do sector da Educação, defendendo que esta é a via essencial para Moçambique diminuir a sua dependência externa e superar os desafios estruturais que enfrenta.

Educação como Pilar da Independência

Em entrevista à STV, Ngoenha explicou que o país lida com um “fosso” estrutural profundo, que só poderá ser preenchido através de um investimento sério e contínuo na formação técnico-científica dos moçambicanos. Ele frisou que é preciso uma educação “séria, robusta”, e não uma “educação de faz de conta”, para que o país se torne verdadeiramente autónomo.

O académico recordou o período colonial, onde o acesso ao ensino era muito limitado, resultando em cerca de 95% de analfabetismo na altura da independência. No entanto, destacou os primeiros anos pós-independência como um tempo de forte aposta na massificação da educação e em campanhas de alfabetização, impulsionadas pela juventude e pelo que ele chamou de “revolução” educativa associada ao movimento do 8 de Março.

Desafios Atuais e o Papel do Fundo Soberano

Apesar dos esforços passados, Ngoenha argumenta que Moçambique enfrenta hoje desafios “mais radicais” do que em 1975. Por isso, a aplicação estratégica de fundos públicos, incluindo os provenientes do Fundo Soberano, é vista como crucial. Este investimento pode garantir uma educação de qualidade, promover o desenvolvimento de competências e, consequentemente, impulsionar uma maior autonomia económica e social para o país.

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