Economia

Mozal diz hoje “Adeus” em Moçambique após 25 anos de operações mas o encerramento não é definitivo

A Mozal, a maior fundição de alumínio de Moçambique e uma das maiores unidades industriais do país, suspende hoje, 15 de Março, as suas operações após 25 anos de atividade. Contudo, o Governo moçambicano esclarece que esta pausa não é um adeus definitivo, mas sim uma fase de manutenção e conservação que poderá durar cerca de um ano, com a expectativa de que a fundição volte a operar normalmente.

Impacto Económico e Social Relevante

A decisão de parar temporariamente as atividades da Mozal acarreta consequências significativas para a economia nacional. Estima-se que a província de Maputo enfrente uma redução de cerca de 40% nas suas receitas fiscais. Para além disso, a paralisação afeta diretamente cerca de 25 empresas que prestam serviços à Mozal, e os números de emprego são preocupantes: 1100 postos de trabalho diretos e aproximadamente 5000 indiretos estão em risco.

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, destacou que a Mozal representa uma fatia considerável da produção industrial da província de Maputo, cerca de 40%, e tem um peso substancial nas exportações nacionais. A interrupção, que já havia começado há cerca de duas semanas, gera apreensão devido à forte ligação da empresa com diversas indústrias e fornecedores de serviços.

Manutenção e o Desafio Energético

A própria companhia justificou a suspensão como parte de um programa de manutenção básica. A previsão é que, após cerca de 12 meses, a fundição possa retomar as suas operações. No entanto, a decisão de suspender as atividades surge de um impasse nas negociações para um novo contrato de fornecimento de energia, com tarifas que a empresa considera inviáveis para a sua sustentabilidade.

A Mozal necessita de uma quantidade gigantesca de energia, cerca de 950 megawatts. O Governo moçambicano reconhece que o país não tem capacidade para fornecer tal volume, e o atual fornecedor, a África do Sul, também enfrenta dificuldades nesse aspeto. Esta questão energética é apontada como o principal desafio para a continuidade das operações da fundição.

Perspetivas de Retoma

Apesar do encerramento temporário, a Mozal mantém a porta aberta para uma possível reativação, caso as condições de fornecimento de energia se tornem mais competitivas e sustentáveis. A esperança é que, com o tempo e novas negociações, esta importante unidade industrial possa voltar a contribuir plenamente para a economia de Moçambique, mantendo o seu papel crucial no setor das exportações e na geração de empregos.

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