Reabertura da Mozal: SINTIME Lidera Negociações para Milhares de Empregos

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia de Moçambique (SINTIME) está empenhado em negociações intensas com a Mozal, a maior fundição de alumínio do país, visando a sua reabertura. A suspensão das operações da empresa, ocorrida a 15 de Março, gerou um impacto significativo, afetando diretamente mais de 5.000 trabalhadores e dezenas de unidades de produção.
Diálogo em Curso e Desafios
Américo Macamo, secretário-geral do SINTIME, confirmou que o diálogo pela retoma das atividades da Mozal está em andamento. “Estamos a lutar para que seja reaberta a empresa, estamos em conversações também com tantas outras entidades no sentido de criar condições de se albergar estes companheiros. As negociações estão a andar, ainda que não seja naquele passo desejável, mas estão à andar”, afirmou Macamo, à margem das celebrações do Dia do Trabalhador em Maputo.
Apesar de não ter avançado prazos concretos, o líder sindical sublinhou que os esforços se estendem também à garantia de compensação para os trabalhadores das 19 a 20 unidades de produção que prestavam serviços à Mozal. Estas unidades, cruciais para o ecossistema industrial, viram as suas operações comprometidas após o encerramento da fundição.
Impacto e Motivações do Encerramento
Após 25 anos de funcionamento, a Mozal, localizada no distrito de Boane, província de Maputo, anunciou a suspensão das suas operações, citando a insuficiência de energia e a inviabilidade de suportar os custos operacionais como os principais motivos. Este encerramento foi amplamente descrito por diversos setores económicos como um “terramoto”, dada a sua relevância para a economia moçambicana.



