Carvão de “Revuboè” marca arranque de processamento local

O projecto de carvão das Minas de Revuboè (MDR), localizado em Moatize, província de Tete, está prestes a transformar a forma como Moçambique gere os seus recursos minerais. A partir de 2028, prevê-se a extracção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de carvão metalúrgico, com uma particularidade inédita: parte significativa deste minério será processada e transformada localmente, marcando uma viragem no paradigma de exportação de matéria-prima em bruto.

Um Novo Capítulo para a Mineração
Esta importante iniciativa foi anunciada e lançada na sexta-feira, em Moatize, pelo Presidente da República, Daniel Chapo. O Chefe de Estado recordou que, por décadas, Moçambique tem exportado os seus recursos naturais sem qualquer valor acrescentado, deixando para outras nações o benefício do processamento industrial. A implementação do projecto Revuboè sinaliza o primeiro passo concreto para reverter esta situação.

O Presidente Chapo sublinhou que este projecto está em perfeita sintonia com a visão do Estado moçambicano, que está plasmada na Lei de Minas e na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044. Ambas preconizam a necessidade urgente de garantir que os minerais extraídos em solo moçambicano sejam processados internamente, impulsionando assim a industrialização do país.
“Esta visão tem como objectivo primordial promover a industrialização nacional, agregar mais valor aos nossos recursos minerais, criar mais postos de trabalho para os nossos cidadãos e assegurar que Moçambique deixe de ser apenas uma fonte de matéria-prima que alimenta a industrialização de outras economias”, afirmou o Presidente. Este desenvolvimento representa um avanço estratégico crucial para a autonomia económica e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.



