Instaurados processos-crime contra falsos membros das FDS

As autoridades moçambicanas instauraram processos-crime contra indivíduos que se fazem passar por membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) para cometerem crimes. Esta ação visa combater a criminalidade e a confusão gerada por pessoas que usam indevidamente os uniformes e meios das FDS, prejudicando a imagem e o trabalho das forças legítimas.

Combate à Usurpação e Criminalidade
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, confirmou a instauração destes processos e o seu encaminhamento às autoridades competentes para investigação e responsabilização. Segundo o ministro, esta é uma medida concreta para prevenir crimes cometidos por indivíduos alheios à corporação que envergam a farda das FDS durante as suas incursões criminosas.

Saize realçou que as manifestações ocorridas no país resultaram na vandalização de infraestruturas públicas e privadas, incluindo unidades das FDS, culminando na apropriação violenta e indevida de meios bélicos, fardamento policial e outros artigos de uso exclusivo das entidades de segurança. Estes meios apropriados indevidamente continuam em mãos alheias e são, infelizmente, usados por indivíduos que se fazem passar por membros das FDS para cometer crimes, desviando as linhas de investigação e confundindo a opinião pública nacional e internacional.
Ameaça em Cabo Delgado e Campanha AMNISTIA
No que diz respeito ao terrorismo em Cabo Delgado, o ministro referiu que os autores recorrem a uma abordagem de “falsa bandeira”, utilizando uniformes semelhantes aos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) ou da Polícia da República de Moçambique (PRM). Esta tática é igualmente empregada pelo crime organizado, que explora a imagem das FDS para perpetrar os seus atos ilícitos.
Para enfrentar esta situação, foi realizada uma campanha nacional, no âmbito do Plano Operativo designado “AMNISTIA”, que decorreu de 1 de Setembro a 15 de Dezembro de 2025. O principal objetivo foi inspecionar, recolher, registar e apreender ou destruir armas de fogo em mãos alheias e em situação irregular ou ilegal. A campanha culminou com a apreensão de 365 armas de fogo de diversos tipos e calibres, contribuindo para a segurança pública e o combate à criminalidade organizada.



