Moçambique: AR Garante Leis de Género Mais Fortes em Desastres Naturais

A Assembleia da República (AR) de Moçambique reafirmou o seu compromisso com a integração da perspetiva de género na gestão de riscos e desastres naturais. A Presidente do parlamento, Margarida Talapa, assegurou que o órgão legislativo continuará a aprovar leis e políticas que promovam a maior participação das mulheres nos processos de decisão e na definição de respostas aos desafios climáticos.
O Compromisso da AR com a Igualdade de Género
Margarida Talapa, citada pela AIM, sublinhou a importância central do papel da mulher na prevenção, mitigação e resposta a situações de emergência. A líder parlamentar destacou que, embora as mulheres sejam frequentemente as mais vulneráveis a calamidades, são também agentes ativas de mudança, líderes resilientes e construtoras de soluções, defendendo o reforço do seu envolvimento em todos os níveis de tomada de decisão.
Mulheres: Pilares Essenciais na Resposta a Desastres
Durante a 2.ª Conferência de Mulheres Religiosas, Académicas, Políticas e da Sociedade Civil, realizada na Beira, província de Sofala, Talapa realçou o contributo diversificado das mulheres em momentos de crise:
- Mulheres religiosas oferecem conforto espiritual, mobilizam comunidades e promovem valores de resiliência e solidariedade.
- Académicas contribuem com conhecimento científico e inovação, cruciais para a prevenção de desastres e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
- Mulheres ativas na política e na sociedade civil desempenham um papel determinante na transformação de necessidades em ações concretas, dada a sua proximidade com as comunidades e capacidade de resposta em emergências.
A iniciativa da Assembleia da República visa assegurar que a voz e a experiência das mulheres sejam plenamente integradas nas estratégias nacionais de gestão de desastres, promovendo uma abordagem mais equitativa e eficaz.



