Albino Forquilha admitiu ter recebido 219 milhões de meticais

O Presidente do Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha, terá admitido ter recebido 219 milhões de meticais. Esta revelação, avançada por um membro da Coligação Aliança de Moçambique (CAD) e citada pelo semanário Evidências, reacende a polémica em torno de alegadas manipulações políticas pós-eleições de 2024.

O Início da Polémica e as Alegações
O caso dos 219 milhões de meticais foi despoletado pelo Director Geral do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga. Segundo as suas denúncias, o montante teria sido um compromisso financeiro para frustrar as acções de Venâncio Mondlane, ex-candidato presidencial, durante as manifestações que se seguiram às eleições de Outubro de 2024, as quais exigiam a reposição da “verdade eleitoral”.

A Admissão e o Mistério do Dinheiro
Justino Mondlane, membro da CAD, confirmou a admissão de Forquilha. “Num encontro que tivemos lá na sede da CAD, o Presidente Albino Forquilha apareceu a dizer que tinha recebido exactamente os 219 milhões de meticais, mas que, do nada, sumiram”, revelou Mondlane, citado pelo Evidências. A confissão pública, seguida da estranha alegação de desaparecimento do dinheiro, adensa o mistério em torno do caso.
O Propósito dos Milhões e as Ramificações Legais
Ainda segundo Justino Mondlane, o valor de 219 milhões de meticais não se destinava apenas a Albino Forquilha. A quantia seria para ser dividida entre sete partidos, especificamente membros da Frente Ampla da Oposição (FAO), com o objectivo de mobilizar eleitores para apoiar o candidato da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Alguns desses partidos teriam aceitado a proposta, que terá sido feita por dois empresários moçambicanos, um dos quais já falecido.
Perante as graves acusações, o partido PODEMOS reagiu, processando Adriano Nuvunga por calúnia e difamação. Nuvunga, por sua vez, já compareceu em tribunal para o julgamento, demonstrando a seriedade e as ramificações legais que este caso tem vindo a gerar no cenário político moçambicano.



