Sociedade

Beira marcha em repúdio ao feminicídio

Um grande número de pessoas saiu às ruas da Beira, província de Sofala, numa forte manifestação de repúdio contra os crescentes casos de feminicídio em Moçambique. A marcha, que uniu mulheres e homens de diversas idades e origens sociais, partiu da Praça dos Professores e culminou na emblemática Casa dos Bicos, num apelo urgente ao fim da violência de género.

Organizada como parte das iniciativas da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz, em celebração ao Mês da Mulher, o evento teve como objetivo principal reforçar a luta contra a violência de género. “Queremos dar força a estas causas e estamos aqui para dizer não à violência contra a mulher e contra a rapariga”, afirmou um dos participantes à Televisão de Moçambique, sublinhando a importância da mobilização social para esta causa vital.

O Alarme do Femicídio em Sofala

A urgência desta manifestação é sublinhada por dados alarmantes: uma fonte revelou que, só no mês de janeiro, a província de Sofala registou mais de 14 casos de feminicídio. Este número chocante serve como um grito de alerta para a necessidade premente de reeducar a sociedade e combater esta atrocidade que ceifa vidas e destrói famílias.

Antónia Charre, Presidente da Assembleia de Sofala, fez um apelo veemente à união e coesão de toda a sociedade. “A luta é contra aquilo que é mau e para defender a mulher. Todos nós devemos estar unidos e coesos para que isso não exista já mais”, declarou, reforçando a ideia de que o combate ao feminicídio é uma responsabilidade coletiva. A marcha na Beira representa um passo crucial na sensibilização e na exigência de medidas eficazes para erradicar a violência contra as mulheres no país.

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