Economia

“O problema do negócio da Mozal não é com Moçambique”

A Mozal, a gigante fundidora de alumínio em Moçambique, está a caminho de encerrar as suas operações no país, um cenário que surge da falta de acordo sobre os preços da energia elétrica com o Governo moçambicano. A South32, maior acionista, aponta a impossibilidade de conseguir tarifas mais baixas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa como o motivo principal para esta decisão drástica.

A empresa já iniciou o processo de indemnização dos seus cerca de dois mil trabalhadores, um custo estimado em quase 60 milhões de dólares. A partir de 15 de Março, a unidade de fundição passará para um regime de manutenção e conservação, sinalizando a suspensão das atividades produtivas.

A Posição do Governo de Moçambique

O Porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, fez declarações claras sobre a situação. Segundo ele, “o problema do negócio da Mozal não é, necessariamente, com Moçambique”. Impissa, que também é Ministro da Administração Estatal e Função Pública, sublinhou que o país já beneficia da presença da Mozal através de impostos e da criação de empregos.

O Ministro Impissa reforçou que a decisão final sobre o futuro da Mozal pertence aos seus acionistas, indicando que o Governo moçambicano não tem capacidade para oferecer uma solução que altere o curso atual dos acontecimentos. A bola, aparentemente, está do lado dos investidores da Mozal.

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