Líder da ANAMOLA questiona eficácia das políticas governamentais em conferência internacional

O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, fez duras críticas às políticas públicas do Governo moçambicano, apontando falhas na promoção de um desenvolvimento sustentável e verdadeiramente inclusivo. As declarações foram proferidas esta quarta-feira, em Maputo, durante a Conferência Moçambique – Países Nórdicos.

Críticas às Políticas e Necessidade de Reformas
Na sua intervenção, Mondlane argumentou que a baixa qualidade das políticas públicas e a sua fraca implementação têm sido um entrave significativo ao progresso económico e social do país, afetando particularmente as camadas mais vulneráveis da população.

O líder da ANAMOLA defendeu a urgência de reformas estruturais profundas, maior transparência na gestão da coisa pública e a implementação de mecanismos eficazes de responsabilização. O objetivo, segundo ele, é garantir que as políticas adotadas pelo Governo se traduzam em impactos positivos e concretos na vida dos cidadãos, conforme reportado pela MBC TV.
Denúncias de Violência e Exclusão Política
Além das críticas à gestão governamental, Venâncio Mondlane denunciou o que considera uma escalada de violência política em Moçambique. O dirigente alegou o assassinato de 49 membros do seu partido, a ANAMOLA, desde 2025 até à data atual. Manifestou profunda preocupação com estes incidentes e apelou às autoridades competentes para que investiguem rigorosamente os crimes e responsabilizem os culpados.
Mondlane também criticou a não inclusão da ANAMOLA no atual Diálogo Nacional Inclusivo. Para ele, a exclusão da sua formação política compromete seriamente o princípio da participação plural e enfraquece os esforços de reconciliação e estabilidade que o país tanto almeja.
A Conferência Moçambique – Países Nórdicos, que decorreu sob o lema “Dos Alicerces do Passado aos Caminhos do Futuro: um Diálogo Moçambique – Países Nórdicos em Torno do Desenvolvimento Inclusivo”, reuniu diversas entidades nacionais e internacionais. O evento serviu de plataforma para debater estratégias de cooperação e desenvolvimento, num período em que Moçambique se confronta com desafios complexos nos domínios político, económico e social.



