Ministério Público emite mandados de captura contra gestores da LAM

O Ministério Público de Moçambique ordenou, recentemente, a detenção de vários gestores das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), implicados em alegados esquemas de corrupção que teriam lesado a companhia aérea nacional. A medida surge na sequência de investigações sobre práticas ilícitas dentro da empresa.

Gestores Visados Pelos Mandados
Entre os nomes para os quais foram emitidos mandados de captura, destacam-se figuras conhecidas da gestão da LAM. São eles: Pó Jorge, que ocupou o cargo de antigo Diretor-Geral; Hilário Tembe, que até há poucas semanas era Diretor Operacional da empresa; e Eugénio Mulungo, responsável pela Tesouraria.

Os Esquemas de Corrupção em Investigação
As investigações, conforme avançado pelo semanário Canal de Moçambique, apontam para a existência de diversos esquemas fraudulentos. Um dos casos mais relevantes envolve o setor de Catering, onde se verificaram pagamentos de faturas no valor de 15 milhões de meticais por serviços que, na realidade, custavam 7 milhões de meticais. Esta diferença de valores não tinha qualquer justificação financeira.
Além deste, o mesmo jornal indica que há um total de cinco processos distintos em curso, todos com mandados de captura já assinados pelo juiz competente, o que sugere uma operação alargada de combate à corrupção na empresa.
Alertas Prévios e Próximos Passos
A situação de Hilário Tembe já era alvo de atenção. Em 11 de fevereiro, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) havia alertado a LAM sobre a possibilidade da sua captura iminente, recomendando a sua exoneração das funções de “Account Manager”. Pouco depois, a empresa procedeu à sua exoneração, sem apresentar uma justificação pública para a decisão.
O Canal de Moçambique adianta ainda que se esperam mais detenções nas próximas horas, indicando que a investigação continua ativa e poderá abranger outros elementos da Linhas Aéreas de Moçambique.



