Sociedade

INGD reconhece desvio de alimentos em alguns centros de acolhimento

A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, confirmou esta quarta-feira que se verificaram casos de desvio de alimentos destinados às vítimas das inundações em alguns centros de acolhimento pelo país. A dirigente fez um apelo veemente à imprensa e à sociedade civil para que colaborem na denúncia de quaisquer irregularidades na distribuição da ajuda humanitária.

Combate ao Desvio de Doações

Segundo Luísa Meque, o INGD valoriza muito as denúncias sobre o desvio de doações e considera que a participação pública é crucial para fiscalizar todo o processo. “Nós elogiamos bastante estas divulgações que possam ser feitas de desvio das doações e contamos também com o apoio da comunicação social para que nos façam chegar estes casos”, sublinhou a presidente.

Meque reforçou que ações desta natureza prejudicam o espírito de solidariedade que impulsiona a ajuda às vítimas de desastres. Para ela, é inaceitável que o altruísmo seja comprometido por quem tenta lucrar com bens destinados aos mais necessitados.

Fiscalização e Responsabilidade Coletiva

Questionada sobre como evitar o furto de produtos alimentares e outros bens, a líder do INGD explicou que a monitoria não é apenas uma responsabilidade da instituição. Defendeu que toda a sociedade deve envolver-se na fiscalização. Luísa Meque incentivou qualquer cidadão nos centros de acolhimento a acompanhar a distribuição e a denunciar irregularidades às autoridades ou aos gestores dos locais, enfatizando que o papel da comunicação social é vital para assegurar a transparência e a responsabilização.

Situação Pós-Ciclone em Inhambane

Em relação às famílias afetadas pelo recente ciclone na província de Inhambane, principalmente nas zonas costeiras, Luísa Meque informou que o levantamento dos danos e do número total de afetados continua em curso. A dirigente explicou que, durante a passagem do ciclone, as autoridades fizeram campanhas de sensibilização para retirar as pessoas de áreas de risco para locais seguros. Após a passagem do fenómeno, as famílias começaram a regressar às suas casas, mas só depois de avaliações técnicas que confirmassem condições mínimas de segurança, enquanto o trabalho de assistência e acompanhamento continua.

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