Petição pública exige intervenção do Estado português para esclarecer “verdadeiramente” a morte do Administrador do BCI em Maputo

Uma petição pública lançada em Portugal está a exigir que o Estado português intervenha para esclarecer a morte do administrador do Banco Comercial e de Investimento (BCI), Pedro Reis, encontrado sem vida em Maputo. As causas oficiais avançadas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estão a ser contestadas pelos peticionários.

O Enigma da Morte de Pedro Reis
Pedro Reis foi encontrado morto na noite de uma segunda-feira no Hotel Polana, na capital moçambicana. Rapidamente, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique apresentou as suas conclusões, indicando que a morte resultou de auto-mutilação e ingestão de veneno para ratos, conhecido como “ratex”.

As Dúvidas e a Petição Pública
Contudo, estas explicações não convenceram um grupo de cidadãos portugueses que decidiu avançar com uma petição pública. Dirigida ao Presidente da Assembleia da República e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a petição expressa forte desconfiança em relação à versão oficial. Os peticionários consideram as explicações “incongruentes” e afirmam que não apontam para a verdadeira causa da morte.
A petição, que já conta com mais de cinco mil assinaturas, levanta várias questões. Critica a rapidez das investigações e considera “descabido e inimaginável” o percurso que Pedro Reis teria feito até à sua morte. Adicionalmente, sublinha que pessoas próximas ao administrador não acreditam na tese de suicídio.
O Apelo à Intervenção do Estado Português
O principal objetivo da petição é claro: exigir a intervenção do Estado português para apurar a verdade dos factos e proteger a família de Pedro Reis. Os peticionários apelam a uma investigação mais aprofundada e transparente para “honrar a memória do Pedro Ferraz Correia dos Reis”, conforme se pode ler no documento.



