Niassa: Bens apreendidos em Lichinga por branqueamento de capitais e fraude

As autoridades moçambicanas realizaram uma vasta operação em Lichinga, capital provincial do Niassa, que culminou na apreensão preventiva de um conjunto de bens valiosos. A ação é parte de investigações aprofundadas sobre crimes financeiros graves que terão lesado o Estado em milhões de meticais.
Operação Abrangente em Lichinga
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa (GPCCN), em coordenação com o Gabinete Central de Recuperação de Ativos, apreendeu sete residências, três estabelecimentos comerciais, um posto de abastecimento de combustível e dois armazéns na cidade de Lichinga. Esta medida, ocorrida na segunda e terça-feira, insere-se no âmbito de um processo-crime e investigação patrimonial autorizados pelo Tribunal Judicial da Província do Niassa.
Crimes Financeiros e Esquema de Viaturas
As investigações que levaram a estas apreensões abrangem crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito, fraude fiscal e falsificação de documentos. Segundo Victor Mutombene, porta-voz do GPCCN, os bens arrestados foram supostamente adquiridos com fundos provenientes de um esquema ilegal de importação e venda de viaturas da África do Sul.
O esquema envolvia a manipulação de documentos aduaneiros, com o objetivo de alterar informações sobre o ano de fabrico, cilindrada e estado mecânico dos veículos. Esta prática visava reduzir os encargos fiscais e facilitar a entrada ilegal dos automóveis no país, resultando em prejuízos superiores a 42 milhões de meticais para os cofres do Estado. Adicionalmente, algumas das viaturas apreendidas são reclamadas pela Polícia Internacional (INTERPOL), com sede na África do Sul.
Um cidadão moçambicano, residente em Lichinga, foi identificado como o principal suspeito neste processo e encontra-se a responder às acusações em liberdade.



