RENAMO em Maputo é pela renúncia imediata de Ossufo Momade

Membros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na província de Maputo exigem a demissão imediata de Ossufo Momade da presidência do partido, alegando má gestão e perda de relevância política.

António Muchanga, um membro sénior da formação política e porta-voz do grupo contestatário, expressou publicamente a necessidade da saída de Momade. Em conferência de imprensa, Muchanga afirmou categoricamente que o presidente “tem de sair já” e sugeriu que a renúncia voluntária seria o caminho mais adequado para evitar um “empurrão”.

As Razões da Contestação à Liderança
A liderança de Ossufo Momade tem sido alvo de crescentes críticas por parte de vários membros da RENAMO. A insatisfação intensificou-se significativamente após as últimas eleições presidenciais, onde o partido perdeu assentos na Assembleia da República e, consequentemente, o estatuto de principal líder da oposição no parlamento moçambicano.
Muchanga sublinhou que a continuidade de Momade na liderança está a prejudicar as relações com parceiros de cooperação. “Enquanto a RENAMO continuar com Ossufo Momade, os parceiros de cooperação não vão dar dinheiro para a RENAMO fazer reunião”, alertou, realçando o impacto financeiro e político da atual gestão e a necessidade de reverter esta situação para o bem do partido.
Conselho Nacional Adiado e Falta de Transparência
Outro ponto de discórdia fundamental é a alegada esquiva do presidente em realizar o Conselho Nacional do partido. Segundo Muchanga, Ossufo Momade tem evitado a convocação deste importante encontro há cerca de um ano, tendo prometido em Dezembro de 2024 que a reunião ocorreria em Março de 2025, o que não se concretizou. Esta situação agrava o clima de descontentamento interno e a perceção de falta de transparência na gestão partidária, contribuindo para a atual crise de liderança.



