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Seis bacias hidrográficas em alerta máximo nas regiões Centro e Norte

O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) de Moçambique emitiu um alerta de nível máximo para seis bacias hidrográficas nas regiões Centro e Norte do país. A medida surge devido ao aumento considerável dos caudais dos rios, provocado pelas chuvadas intensas que têm caído em Moçambique e nos países vizinhos, elevando o risco de inundações graves em várias comunidades.

Bacias em Alerta e Zonas de Risco

As autoridades identificaram duas zonas críticas. Na região Centro, as bacias do Púnguè, Zambeze e Licungo estão sob vigilância máxima. Já na região Norte, a situação mais preocupante verifica-se nas bacias do Messalo, Montepuez e Megaruma. O transbordo destes rios pode afetar infraestruturas essenciais, campos agrícolas e zonas residenciais localizadas em áreas de baixa altitude, colocando em risco a vida e os bens das populações.

O Governo moçambicano, através da Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), está a acompanhar a evolução da situação em tempo real. Este monitoramento visa coordenar rapidamente eventuais operações de evacuação e prestar assistência necessária às populações que possam ser afetadas.

Apelo à Precaução e Medidas de Segurança

Perante o agravamento das condições hidrológicas, o MOPHRH faz um apelo urgente à população para que adote medidas de precaução imediatas. Recomenda-se que as famílias que vivem em zonas ribeirinhas ou em áreas propensas a inundações se desloquem preventivamente para locais mais seguros e elevados. É crucial evitar atravessar rios ou áreas alagadas, seja a pé ou em veículos, devido à força das correntes que podem arrastar pessoas e bens. As autoridades também aconselham o acompanhamento constante dos avisos emitidos pelos serviços de meteorologia e pelas autoridades locais.

Reforço da Resiliência Climática

Este alerta surge num momento em que Moçambique tem intensificado os seus esforços para aumentar a resiliência climática. Recentemente, o país inaugurou o Centro de Comando do Sistema de Previsão de Cheias e Secas, um investimento estratégico para prever riscos e diminuir o impacto de fenómenos extremos. Embora as bacias do Sul, como o Incomáti e o Limpopo, continuem sob vigilância, a atenção imediata das autoridades está focada nas regiões Centro e Norte, onde a saturação dos solos e a previsão de mais chuvas aumentam significativamente o perigo de cheias.

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