Saúde

Mais de três mil pessoas receberam assistência médica da Fundação Tzu Chi em 2026

A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique superou as suas metas no primeiro trimestre de 2026, prestando assistência médica e medicamentosa a mais de 3.200 pessoas, maioritariamente vítimas das severas inundações que assolaram o centro e o sul do país.

Assistência Médica Ampliada Devido às Cheias

O Projecto “Free Clinic” (Clínica Gratuita), uma iniciativa itinerante da Tzu Chi, tinha como objetivo inicial apoiar 3.000 pessoas em 2026. Contudo, face à calamidade provocada pelas inundações em Maputo, Sofala e Gaza, a organização ajustou rapidamente as suas prioridades, mobilizando brigadas médicas que alcançaram um total de 3.251 indivíduos.

Dino Foi, Presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi, sublinhou a adaptabilidade da organização: “Quando as circunstâncias mudam, torna-se necessário ajustar as nossas acções. Foi o que fizemos logo que percebemos o impacto das inundações. Elevamos as províncias afectadas para a prioridade da nossa acção humanitária e os nossos profissionais de saúde fizeram-se ao terreno para apoiar quem precisa.”

Intervenção em Zonas Afetadas

As brigadas da Tzu Chi deslocaram-se a vários distritos, incluindo áreas de difícil acesso, para realizar consultas gerais, rastreios de nutrição, hipertensão arterial e diabetes. Além disso, trataram feridas, distribuíram medicamentos gratuitamente e ofereceram aconselhamento preventivo, aliviando o sofrimento das famílias impactadas pelas cheias.

Na província e cidade de Maputo, a assistência cobriu distritos como KaMubukwana, KaMavota, KaTembe, Marracuene e Boane. Em Gaza, a primeira intervenção da fundação na província focou-se em Chokwé, um dos distritos mais atingidos. Sofala, que já concentra muitos projetos humanitários da Tzu Chi, viu assistência nas comunidades de Nhamatanda, Ndeja e Mecuzi.

Durante as intervenções, as doenças mais comuns registadas foram gastrite crónica, infeções das vias aéreas superiores, alergias e hipertensão arterial, muitas vezes associada ao trauma das famílias afetadas. Vannesia Figueiredo, coordenadora de projetos de Saúde, destacou a importância do apoio moral: “Além da assistência médica e medicamentosa, nossa intenção era prestar o nosso apoio moral. Maior parte destas pessoas continua traumatizada. Continuaremos no terreno a apoiar estas famílias.”

Resposta Humanitária Abrangente

Os dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres Naturais (INGD) indicam que mais de 800 mil pessoas foram afetadas pelas cheias em Moçambique. Em resposta, o Conselho Diretivo de Emergência da Tzu Chi, reunido em janeiro, elevou as províncias de Gaza e Maputo ao topo das prioridades de assistência.

Desde então, mais de 10 mil voluntários da fundação desencadearam diversas ações humanitárias. Em Gaza, 2.464 famílias beneficiaram de sementes para produção agrícola, alimentos e outros bens essenciais. Em Sofala, cerca de 4 mil famílias também receberam sementes para a agricultura.

A Tzu Chi Moçambique, ativa no país desde 2012 e com uma presença reforçada após o ciclone Idai em 2019, tem um vasto historial de apoio, com mais de 100 mil famílias beneficiadas em setores como educação, reassentamento, saúde e segurança alimentar. Recentemente, como parte do projeto “Hope”, foram entregues mais 418 casas em GuaraGuara, Sofala, completando um total de três mil habitações e 23 escolas prometidas após o Idai. A fundação também lançou uma campanha de angariação de donativos para as vítimas das inundações.

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