Chapo exalta contributo de Tomaz Salomão para a reflexão sobre o Desenvolvimento

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou à juventude moçambicana para que leia o livro “Moçambique, Meu País: O que Vi, Vivi e Senti…”, do economista e antigo Secretário Executivo da SADC, Tomaz Augusto Salomão, destacando-o como uma obra fundamental para entender a história recente do país.

Um Legado Histórico para a Juventude
Durante a apresentação da obra em Maputo, o Chefe de Estado frisou que o livro de Salomão é um testemunho histórico de grande importância. Para Chapo, a obra oferece um contributo valioso para a compreensão do percurso político, social e económico que Moçambique trilhou nas últimas décadas.

“Eu acho que esta é uma obra que devia ser lida por toda a juventude moçambicana. E digo isto porque é uma obra que descreve a nossa história recente. Portanto, desde a nossa independência nacional até, portanto, a tragédia de Mbuzini, a 19 de Outubro de 1986”, afirmou o Presidente, sublinhando a necessidade de os jovens se conectarem com o passado nacional.
Clareza e Reflexão sobre o Percurso do País
O Presidente Chapo elogiou a forma acessível com que o livro foi escrito, o que facilita aos leitores a captação dos acontecimentos e das reflexões do autor sobre Moçambique. “E lendo a obra, percebe-se que o autor, Tomaz Salomão, descreve realmente o país, o que ele viu, o que viveu e o que sentiu”, acrescentou.
Além de narrar factos históricos, a obra permite aos moçambicanos, em particular aos mais novos, entender a origem e a evolução da nação, bem como os desafios enfrentados. O livro também sugere caminhos para o futuro, com particular foco no desenvolvimento económico e social.
Chapo destacou ainda que Salomão aborda os períodos de instabilidade que Moçambique enfrentou desde a independência, incluindo a guerra civil e as consequências do regime do apartheid na região, que impactaram profundamente a sociedade e a economia do país. “Ele descreve aquilo que foram as incidências do regime do apartheid logo depois da nossa independência com o eclodir da guerra dos 16 anos, que destruiu o tecido social e econômico que podia trazer o desenvolvimento para o povo moçambicano”, explicou.
Valor Pedagógico e Contributo Contínuo
Para o Chefe de Estado, o livro tem um elevado valor pedagógico e deveria fazer parte dos acervos de escolas e outras instituições de ensino. Os seus conteúdos são considerados úteis para áreas como história, economia e ciências políticas.
O Presidente Chapo fez questão de salientar que Tomaz Salomão continua a ser uma voz ativa na reflexão sobre o desenvolvimento nacional, apresentando propostas para a promoção da produção interna, o aumento das exportações e a redução da dependência de importações, especialmente face aos impactos económicos dos conflitos globais.
Uma Obra de Quatro Volumes e Valores Essenciais
A obra “Moçambique, Meu País…”, lançada a 5 de Março na Beira, é um dos quatro volumes que compõem o conjunto. Segundo o Presidente, o livro também aborda valores cruciais como a ética, a integridade e a moral, pilares fundamentais para o progresso do país.
Concluindo a sua intervenção, Daniel Chapo expressou que, apesar das dificuldades vividas ao longo dos 50 anos de independência, o povo moçambicano mantém a esperança e a determinação de continuar a trabalhar incansavelmente para construir um futuro melhor para todos.



