Chiquinho Conde deverá continuar nos Mambas com salário reforçado

É quase certo que Chiquinho Conde vai continuar no comando técnico da seleção nacional de futebol de Moçambique, os Mambas. A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e o treinador estão em fase final de negociações para a assinatura de um novo contrato, que prevê um salário significativamente reforçado para o técnico moçambicano.

Renovação de Contrato em Detalhes
De acordo com informações avançadas pelo jornal desportivo LanceMZ, a direção da FMF já assinou o documento que formaliza a renovação do vínculo. O contrato, rubricado pelo presidente Feizal Sidat, foi subsequentemente enviado a Chiquinho Conde, cuja assinatura ainda está pendente.

O técnico moçambicano manifestou algumas reservas em relação aos termos do contrato, nomeadamente quanto à data de início. Enquanto o documento propõe que o vínculo comece a 1 de março de 2026 e se estenda até 31 de julho de 2027, abrangendo a qualificação e eventual participação no CAN 2027, Conde pretende que o contrato seja retroativo, com efeitos a partir de 1 de fevereiro do mesmo ano.
A FMF, por sua vez, não concorda com a proposta de retroatividade, argumentando que, nesse período, o treinador encontrava-se sem vínculo contratual e chegou a explorar outras oportunidades profissionais, incluindo uma candidatura ao cargo de selecionador da seleção angolana.
Aumento Salarial Substancial
Um dos pontos centrais das negociações foi, sem dúvida, a revisão das condições salariais de Chiquinho Conde. Segundo apurou o LanceMZ, o novo contrato estabelece um salário mensal bruto de aproximadamente 1.460.000 meticais, o equivalente a cerca de 22.500 dólares norte-americanos.
Este valor representa um aumento considerável em comparação com o contrato anterior, renovado em 2024, quando o técnico recebia entre 850 mil e um milhão de meticais. Este reforço salarial sublinha a valorização do trabalho de Conde à frente dos Mambas.
Equipa Técnica e Financiamento
Além do salário do selecionador, o acordo prevê uma verba mensal adicional de 250 mil meticais destinada ao pagamento dos adjuntos da equipa técnica. Chiquinho Conde terá a autonomia para definir o número de assistentes e a distribuição destes valores. Nomes como Eduardo Jumisse, Guilherme Vasconcelos, Manuel Valoi, Neves Limpo Júnior e André Piripiri, que fizeram parte da equipa anterior, poderão manter-se.
O custo mensal total para o selecionador e a sua equipa técnica deverá rondar os 1.710.000 meticais. Este montante continuará a ser financiado através do patrocínio da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), com a gestão a ser feita pelo Fundo de Promoção Desportiva, entidade responsável pelo apoio às seleções nacionais.
Rumo ao CAN 2027
Com o acordo praticamente selado, aguarda-se apenas a assinatura final de Chiquinho Conde para oficializar a sua continuidade. O principal objetivo deste novo ciclo será a qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2027, cuja fase final está prevista para decorrer na Tanzânia, Quénia e Uganda.



