Mulheres moçambicanas entregam contribuições para a reforma do Estado à COTE

Mulheres de todas as províncias de Moçambique entregaram à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) um documento crucial com propostas para a reforma do Estado. Este trabalho, resultado da iniciativa “As Caras e Vozes das Mulheres Contam”, visa garantir que a perspetiva de género seja central nas transformações institucionais do país.

Um Processo de Auscultação Inclusiva
Este documento é fruto de um vasto processo de auscultação e coconstrução que abrangeu todo o território nacional. A iniciativa fez questão de incluir vozes diversas, desde camponesas e trabalhadoras do setor informal até representantes do setor privado. O objetivo foi assegurar que as preocupações e experiências de mulheres, muitas vezes marginalizadas, fossem ouvidas e consideradas nas decisões sobre o futuro de Moçambique.

Apelo e Compromisso para a Reforma
Durante a entrega, Rafa Machava, presidente do Fórum Mulher, fez um apelo forte à COTE. Ela pediu que as propostas fossem valorizadas e tivessem seguimento, sublinhando o grande esforço das mulheres moçambicanas na elaboração do documento. Machava realçou que este representa a esperança de milhares de mulheres que participaram e que anseiam ver as suas contribuições refletidas nas reformas estatais.
Em resposta, Edson Macuácua, presidente da COTE, comprometeu-se a analisar e organizar as contribuições recebidas, integrando-as com outras propostas da sociedade civil. Ele anunciou que estas serão transformadas em propostas a serem submetidas a audições públicas em todo o país. Macuácua expressou satisfação pela abrangência do exercício de cidadania e agradeceu o papel das organizações parceiras, cujo apoio foi fundamental para que muitas mulheres pudessem participar.
O Papel do Acompanhamento Cívico
Organizações como o CESC e o Fórum Mulher afirmaram que vão acompanhar de perto a implementação das recomendações. Reconhecendo que a reforma do Estado é um processo complexo e demorado, estas entidades defendem que o acompanhamento cívico é essencial para garantir que o diálogo nacional resulte num Moçambique mais justo e inclusivo.



