Estão a desmontar a cidade. Não vão sobrar parafusos?
A cidade de Maputo vive dias de grande agitação devido a um conjunto de obras que transformaram várias artérias em verdadeiros canteiros. A intervenção, que visa resolver o problema das inundações, tem gerado, contudo, um ambiente de caos e descontentamento entre os munícipes.
Obras Essenciais, Gestão Questionável
Financiadas pelo Banco Mundial, estas obras de engenharia complexa têm como objetivo principal a construção de diques subterrâneos. A ideia é reter a água da chuva e só a libertar para o oceano durante a maré baixa, prevenindo assim as frequentes cheias que afetam a Baixa da cidade.
Apesar da reconhecida importância destas infraestruturas, o cronista “Bula-Bula” critica a falta de coordenação e planeamento. A decisão de fechar e escavar simultaneamente vias cruciais como as avenidas Karl Marx, Vladimir Lenine, Filipe Samuel Magaia, Guerra Popular e Eduardo Mondlane, além da Joaquim Chissano na periferia, tem sido um ponto de discórdia para os maputenses.
O resultado é um trânsito infernal, onde a “hora de ponta” se estende por todo o dia. Os automobilistas enfrentam acessos limitados, com gravilha que danifica os veículos, e a frustração leva a discussões e até a insultos direcionados ao edil Rasaque Manhique.
Bula-Bula, embora sem conhecimento técnico de engenharia, sugere que um planeamento mais cuidadoso, que permitisse a execução faseada das obras ou o trabalho em horários menos convencionais, como feriados e durante a noite, poderia aliviar significativamente os transtornos diários dos maputenses.



