Moçambique Alerta: El Niño 2026/2027 Ameaça Agravamento de Secas e Inundações

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta nesta sexta-feira (15) sobre a alta probabilidade de Moçambique ser afectado por um evento El Niño de forte intensidade, com potencial para influenciar significativamente o regime de chuvas e temperaturas durante a época chuvosa de 2026/2027. Este fenómeno climático poderá agravar as condições de seca em algumas regiões e aumentar o risco de inundações noutras, impactando diretamente a segurança alimentar e a economia nacional.
De acordo com o comunicado de monitoria climática divulgado em Maputo, as projeções dos modelos climáticos globais indicam uma elevada probabilidade de formação e prolongamento do El Niño até ao início da segunda metade da próxima época chuvosa. A instituição sublinha que os impactos esperados variarão consideravelmente entre as diferentes regiões do país.
Impactos Regionais Previstos
Para as regiões Sul e Centro de Moçambique, as previsões apontam para um risco elevado de “chuvas irregulares, com tendência abaixo do normal e temperaturas acima da média climatológica”. Esta situação poderá intensificar as secas, comprometendo a produção agrícola e a disponibilidade de água.
Em contraste, a região Norte do país deverá registar uma maior probabilidade de ocorrência de “chuvas regulares, com tendência acima do normal”, o que, embora possa ser benéfico em alguns aspetos, também aumenta o risco de inundações e cheias.
Sectores em Risco e Medidas de Prevenção
O INAM alerta que o El Niño poderá afetar diversos sectores vitais, incluindo a agricultura, os recursos hídricos, a segurança alimentar e a gestão de riscos de desastres naturais. Historicamente, o fenómeno, que é associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, tem provocado episódios severos de seca na região austral de África.
Em Moçambique, o último evento significativo de El Niño, ocorrido entre 2023 e o primeiro trimestre de 2024, resultou em secas prolongadas em várias partes das regiões Sul e Centro do país, evidenciando a vulnerabilidade e a necessidade de preparação e mitigação para o cenário futuro.



