Tecnologia

INCM incentiva jovens mulheres a seguirem carreiras nas Tecnologias de Informação e Comunicação

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) promoveu recentemente, na capital do país, um painel de reflexão com o intuito de inspirar e motivar jovens mulheres a abraçarem carreiras no crescente sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). A iniciativa insere-se nas celebrações do Dia Internacional da Rapariga nas TIC, um esforço global para fomentar a participação feminina na tecnologia.

Inclusão Digital e Oportunidades em STEM

Este evento faz parte de um movimento global impulsionado pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), que visa encorajar a participação feminina não só nas TIC, mas também nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). O foco é combater a lacuna de género e promover a igualdade de oportunidades nestes campos vitais para o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.

Desafios e o Papel do INCM

Durante a abertura do painel, Helena Fernandes, Presidente do Conselho de Administração do INCM, destacou os desafios persistentes em Moçambique, apesar dos avanços no acesso às telecomunicações. Entre eles, salientou a disparidade na utilização efectiva da internet entre zonas urbanas e rurais, os custos elevados de dispositivos e serviços, e a notória sub-representação de raparigas em cursos e profissões tecnológicas. Fernandes enfatizou que, globalmente, as mulheres têm cerca de 15% menos probabilidade de usar a internet do que os homens, uma diferença ainda mais acentuada em África, especialmente entre jovens e em áreas rurais.

Em resposta a estas barreiras, o INCM tem implementado diversas acções focadas no Serviço de Acesso Universal e na promoção da inclusão e competências digitais, visando garantir que o progresso tecnológico seja plenamente inclusivo e acessível a todos.

Perspetivas e Inspiração

A painelista Belarmina Nuvunga reforçou a ideia de que as tecnologias digitais estão a redefinir a comunicação e a sociedade. Sublinhou a importância crucial de as mulheres se integrarem ativamente neste processo de transformação digital, para garantir que as suas perspetivas e contribuições sejam plenamente consideradas na construção do futuro digital.

Adaína Mustafá, representante da startup “Meu Bebé”, partilhou a sua experiência pessoal, revelando a escassez de figuras femininas inspiradoras quando iniciou a sua jornada académica numa área dominada por homens. A sua ambição é tornar-se uma voz que motive e encoraje outras jovens a perseguirem os seus sonhos na tecnologia, demonstrando que, com determinação e força de vontade, é possível alcançar grandes feitos neste sector.

O painel do INCM reforça, assim, a necessidade urgente de políticas e iniciativas que promovam a inclusão digital e a participação feminina no sector tecnológico moçambicano, abrindo caminhos para um futuro mais equitativo e inovador no país.

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