Banco Mundial aprova 450 milhões de dólares para reforçar resiliência e estabilidade em Moçambique

O Banco Mundial anunciou um apoio financeiro significativo para Moçambique, no valor de 450 milhões de dólares, com o objetivo de fortalecer a resiliência do país e garantir maior estabilidade. Este montante faz parte de um plano mais abrangente que visa ajudar Moçambique a enfrentar desafios como conflitos, fragilidades e choques climáticos.

Apoio Estratégico para o Futuro
Este financiamento foi aprovado no âmbito do novo Quadro de Parceria com o País (CPF) para o período de 2026 a 2031. Este quadro define as prioridades de cooperação entre o Banco Mundial e Moçambique, considerando a recente devastação causada pelas cheias e a vulnerabilidade do país a crises climáticas e socioeconómicas. A ideia é construir uma base sólida para o desenvolvimento a longo prazo, através de um mecanismo chamado Janela para Prevenção e Resiliência.

Investimento em Sectores Chave
Além dos 450 milhões de dólares iniciais, o Grupo Banco Mundial prevê mobilizar até 2,5 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos. Estes fundos serão direcionados para impulsionar o crescimento económico inclusivo e a criação de emprego, com foco especial em jovens e mulheres. Os setores prioritários incluem energia, agronegócio e turismo.
O apoio também visa fortalecer a estabilidade macrofiscal, desenvolver as competências da força de trabalho e dinamizar os corredores económicos. Mecanismos para atrair investimento privado, como garantias, financiamento combinado e serviços de consultoria, também estão previstos para maximizar o impacto.
Colaboração para o Desenvolvimento
O Banco Mundial sublinha que este financiamento vai reforçar a capacidade do Estado moçambicano para lidar com situações de fragilidade e prevenir conflitos, contribuindo para uma economia mais resiliente e inclusiva. O novo quadro de parceria foi desenvolvido em estreita colaboração com o Governo de Moçambique, a sociedade civil, o setor privado e outros parceiros de desenvolvimento, alinhando-se com as prioridades nacionais e os objetivos do Banco Mundial de erradicar a pobreza extrema e promover a prosperidade partilhada.



