Frelimo convida presidentes de municípios a demitirem-se por incompetência

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, emitiu um convite claro aos presidentes dos municípios que conquistou nas eleições autárquicas de 2023: se sentirem que são incompetentes para satisfazer as necessidades da população, devem apresentar a sua carta de demissão.

Um Aviso de Cima
Esta posição, defendida por altos dirigentes do partido, foi tornada pública na Vila de Homoíne, província de Inhambane. O contexto é o início das atividades de avaliação de desempenho dos cinco municípios que estão sob a gestão da Frelimo na região.

Os edis de Quissico, Massinga, Homoíne, Cidade de Inhambane e Cidade de Maxixe foram especificamente instados a agir de forma proativa para o bem dos munícipes, evitando práticas que excluam ou sejam ilícitas.
Integridade e Compromisso em Destaque
Adélia Macucule, primeira secretária do Comité Provincial da Frelimo, sublinhou a importância da liderança com princípios. “Quem não estiver preparado para servir com integridade, humildade e entrega, não deve ocupar funções de liderança”, afirmou. Macucule destacou que uma edilidade eficaz deve resolver problemas antes de ser cobrada, ouvir antes de ser confrontada e agir antes de ser criticada, sendo inaceitável não envolver os cidadãos nas decisões.
Avaliação Como Ato Político e Moral
A Secretária para as Relações Exteriores do partido, Ludimila Maguni, reforçou esta perspetiva, frisando que a avaliação não é um mero exercício burocrático. Para Maguni, trata-se de um “ato político, ideológico e moral”. Ela lembrou que a força da Frelimo reside no povo e que as promessas feitas no manifesto eleitoral devem ser cumpridas, apresentando resultados visíveis e com impacto direto na vida dos munícipes. A mensagem é inequívoca: a responsabilidade e o cumprimento das promessas são pilares da governação autárquica do partido.



