Insólito: CAF retira título do CAN ao Senegal e entrega-o a Marrocos

A Confederação Africana de Futebol (CAF) surpreendeu o mundo do futebol africano ao anunciar uma reviravolta sem precedentes na final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2025. Marrocos foi agora declarado vencedor, depois de o organismo ter retirado o título ao Senegal, alegando que a seleção senegalesa abandonou a partida decisiva.

Uma Final Marcada por Tensão e Caos
A final do CAN 2025, disputada em janeiro, na cidade de Rabat, ficou registada na história por momentos de grande controvérsia e tensão. Com o placar empatado a zero, a atribuição de um penálti a favor de Marrocos já em período de compensação desencadeou uma série de incidentes que culminaram no abandono do relvado por parte dos jogadores senegaleses. Para além da confusão em campo, as bancadas do Estádio Príncipe Mulay Abdellah também foram palco de tentativas de invasão e arremesso de objetos, num cenário caótico.

Apesar de toda a turbulência, e mesmo com Brahim Díaz a falhar um penálti à Panenka, o Senegal conseguiu, inicialmente, superar a adversidade, vencendo por 1-0 no prolongamento, graças a um golo decisivo de Pape Gueye. As autoridades marroquinas estimaram os estragos no estádio em mais de 450 mil euros, um reflexo da dimensão dos incidentes.
Reviravolta da CAF e Sanções Aplicadas
Numa primeira decisão, a CAF havia validado a vitória do Senegal, confirmando-o como campeão do CAN 2025, contrariando as pretensões de Marrocos. No entanto, após um recurso interposto pela federação marroquina, o organismo reviu a sua posição inicial. A nova decisão considera que o Senegal abandonou o jogo, o que resultou numa derrota administrativa por 0-3 e na consequente atribuição do título a Marrocos.
As consequências dos incidentes não se limitaram à atribuição do título. A CAF impôs duras sanções financeiras a ambas as federações: a Federação Senegalesa de Futebol foi multada em mais de 500 mil euros, enquanto a federação marroquina recebeu uma multa superior a 250 mil euros. Adicionalmente, o selecionador senegalês, Pape Thiaw, foi suspenso por cinco jogos, sob a alegação de ter incitado os seus jogadores a abandonarem o campo.
Um Precedente Inesperado no Futebol Africano
Esta decisão da CAF estabelece um precedente incomum no futebol africano, gerando debate e surpresa entre adeptos e analistas. A retirada do título ao Senegal e a sua subsequente entrega a Marrocos, baseada numa derrota administrativa, marca um dos momentos mais controversos na história recente do Campeonato Africano das Nações.



