Inhambane: Subiu para quatro o número de mortes resultantes do ciclone tropical Gezani

A província de Inhambane, no sul de Moçambique, registou um aumento no número de vítimas mortais e danos significativos após a passagem do ciclone tropical Gezani. Pelo menos quatro pessoas perderam a vida e 74 famílias, num total de 294 indivíduos, foram diretamente afetadas pelo fenómeno natural.

Impacto Humano e Geográfico
De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em Inhambane, duas das quatro mortes ocorreram na cidade de Inhambane, causadas pela queda de coqueiros enquanto as pessoas procuravam refúgio. A terceira vítima foi um jovem de 20 anos no distrito da Massinga, que faleceu devido a descargas atmosféricas. Há ainda a confirmação de um ferido e a investigação de outro caso na capital provincial.

As famílias atingidas são maioritariamente dos distritos de Massinga, Morrumbene, Homoíne, Maxixe, Jangamo e da cidade de Inhambane. Contudo, os distritos de Govuro, Inhassoro, Mabote e Vilankulo, na zona norte da província, reportaram não ter sofrido impactos humanos ou em infraestruturas de grande relevância.
Danos Materiais Generalizados
O Gezani deixou um rasto de destruição material. No setor habitacional, 31 casas foram parcialmente danificadas e 33 ficaram totalmente destruídas. Infraestruturas públicas também não escaparam, com três unidades sanitárias e quatro escolas afetadas, impactando 30 professores e 693 alunos, além de 70 salas de aula e 35 blocos administrativos que sofreram danos.
O setor produtivo local também foi duramente atingido, com prejuízos em embarcações, tanques piscícolas e artes de pesca. Entre as principais infraestruturas públicas destruídas, destacam-se a rampa da ponte-cais da cidade de Inhambane e um posto policial em Massavana, no distrito de Jangamo.
Intensidade do Ciclone e Perspetivas
O ciclone Gezani, que registou ventos médios de 200 km/h e rajadas de até 250 km/h, foi responsável pela destruição parcial e total de infraestruturas públicas e privadas, bem como pela queda de inúmeras árvores, conforme balanço preliminar.
Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) informou que o ciclone já começou a perder intensidade e deixou de representar perigo direto para Moçambique. No entanto, espera-se que continue a influenciar as condições meteorológicas, provocando temperaturas mais baixas na região sul do país.



