Geopolítica

Trump confirma ataque dos EUA à Venezuela e anuncia captura de Nicolás Maduro

Numa reviravolta dramática nos eventos geopolíticos, o ex-Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, confirmou este sábado que as forças norte-americanas realizaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela, resultando na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa.

Detalhes da Operação e Reações Iniciais

A operação, que se desenrolou na madrugada deste sábado, foi marcada por múltiplas explosões registadas em Caracas, a capital venezuelana, e noutras regiões do país, incluindo os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Vídeos partilhados nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA, alegadamente modelos CH-47G Chinook, a sobrevoar Caracas, enquanto as explosões iluminavam o céu noturno.

Face à “ofensiva imperialista” atribuída aos Estados Unidos, a Venezuela declarou estado de emergência nacional, mobilizando as suas forças de defesa. O Fuerte Tiuna, o maior complexo militar venezuelano e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas após as explosões, com relatos de cortes de energia em zonas próximas a importantes bases militares. Até ao momento, não há informações concretas sobre o número de vítimas mortais ou feridos.

Contexto e Antecedentes

Este ataque segue-se a uma série de tensões crescentes entre os dois países. Em agosto, os EUA enviaram uma flotilha militar para o Caribe, que já tinha bombardeado cerca de 30 embarcações, resultando em mais de 100 mortes, segundo relatos. Caracas interpretou estas manobras como uma tentativa de derrubar o regime venezuelano. Em novembro, Trump já havia alertado sobre a possibilidade de ataques terrestres e autorizado operações da CIA na Venezuela.

Pouco antes das explosões, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA emitiu um aviso proibindo voos comerciais americanos no espaço aéreo venezuelano e de Curaçao, citando “atividade militar em curso” e riscos à segurança de voo. O bombardeamento durou cerca de 30 minutos, levando moradores de vários bairros a sair para as ruas.

Acusações e Motivações

Washington acusa o Presidente Maduro de liderar um “narcoestado” e de ter fraudado as eleições de 2024. Por sua vez, Maduro, que assumiu o poder em 2013 após a morte de Hugo Chávez, tem afirmado que os Estados Unidos pretendem controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores a nível mundial.

O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conhecido crítico da administração Trump, reagiu ao bombardeamento na sua conta X, apelando a uma reunião imediata da ONU e da Organização dos Estados Americanos. Esta intervenção direta dos EUA na América Latina evoca comparações com a invasão do Panamá em 1989, que visava depor Manuel Noriega sob acusações semelhantes.

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