Pânico em Angola e RDC: Polícia Desmente Rumores de Roubo de Órgãos

A Polícia Nacional de Angola interveio para acalmar a população face a rumores alarmantes sobre o desaparecimento de órgãos genitais associado a atos de feitiçaria, uma onda de desinformação que, após causar mortes e violência em Moçambique, se espalhou também pela República Democrática do Congo.
Angola Desmistifica Boatos e Pede Calma
O porta-voz da Direção de Investigação de Ilícitos Penais de Angola, Quintino Ferreira, desmentiu categoricamente a existência de casos comprovados de desaparecimento de órgãos genitais, alertando para um “alarmismo e pânico generalizado” provocado por indivíduos de má-fé. As acusações de feitiçaria, que se propagaram nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Luanda, levaram à detenção de 12 pessoas por agressões, incluindo um incidente fatal no Moxico onde uma vítima foi espancada até à morte. Ferreira apelou à população para manter a calma e garantir a livre circulação, especialmente na região leste do país.
Onda de Violência e Superstição Alastra na Região
A situação em Angola replica um cenário trágico já vivido em Moçambique, onde boatos semelhantes resultaram na morte de pelo menos 55 pessoas e ferimentos em 111, com 149 cidadãos detidos. Estes rumores, que surgiram em Cabo Delgado a 18 de abril e se espalharam rapidamente, alegam o atrofiamento ou desaparecimento de órgãos genitais através de contacto físico. As autoridades moçambicanas têm vindo a desmentir veementemente tais alegações, sublinhando a inexistência de qualquer mecanismo que permita tal fenómeno. Paralelamente, a República Democrática do Congo, na região do Katanga, também registou uma onda de psicose e violência, com acusações de desaparecimento de órgãos genitais que culminaram na morte de quatro pessoas, incluindo uma mulher apedrejada e três homens queimados vivos.



