Economia

cMesmo antes do conflito, África estava condenada a um crescimento negativo

As perspectivas de crescimento económico para África já se apresentavam desafiadoras, com uma tendência negativa visível mesmo antes do recente conflito no Médio Oriente, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Apesar de o impacto direto da instabilidade no Médio Oriente na economia africana poder ser considerado modesto, conforme avaliado pelo BAD, este cenário agrava consideravelmente as projeções já enfraquecidas. O continente já lidava com o peso da dívida crescente, a diminuição da ajuda externa e uma instabilidade global persistente.

O Impacto das Tensões e as Projeções Económicas

Kevin Urama, o economista-chefe do Banco Africano de Desenvolvimento, estimou que o crescimento económico do continente poderá registar uma queda de cerca de 0,2 pontos percentuais, caso o conflito não se prolongue por mais de três meses. No entanto, se a situação se estender por um período de até seis meses, a diminuição poderá atingir aproximadamente 1,5%.

Esta situação é particularmente preocupante porque o conflito intensifica os efeitos negativos de outros problemas crónicos, como os baixos níveis de investimento estrangeiro direto e a redução dos fluxos de ajuda oficial ao desenvolvimento e outros capitais financeiros para África.

No seu relatório, que incluiu dados atualizados até janeiro, o BAD havia projetado inicialmente uma aceleração do ritmo de crescimento económico para 4,3% este ano e 4,5% em 2027. Contudo, o aumento da dívida pública e as pressões fiscais representam obstáculos significativos que podem comprometer estas projeções otimistas, evidenciando uma vulnerabilidade económica subjacente que precede as crises mais recentes.

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