Religião

Dom Osório: Quelimane e Nampula preparam cerimónias fúnebres

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) anunciou oficialmente o programa das exéquias de Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, Secretário-Geral da CEM e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira. O prelado foi tragicamente assassinado na madrugada de sábado, e as cerimónias fúnebres decorrerão em duas cidades moçambicanas, Quelimane e Nampula, em conformidade com as diretrizes canónicas e litúrgicas da Igreja Católica.

Cerimónias em Quelimane: Despedida Solene

As homenagens a Dom Osório terão início na sexta-feira, 12 de maio, com o funeral eclesiástico oficial agendado para as 09h00, na Sé Catedral de Nossa Senhora do Livramento, em Quelimane. A celebração eucarística de corpo presente será presidida pelo Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luis-Miguel Muñoz Cárdaba, num momento de profunda consternação para a comunidade católica.

Traslado e Sepultura em Nampula: O Último Adeus

Após a conclusão das cerimónias em Quelimane, os restos mortais de Dom Osório Citora Afonso serão trasladados para a cidade de Nampula. Na capital do Norte, serão realizadas homenagens familiares e a posterior sepultura. A chegada do corpo em Nampula está prevista para a Escola Consolata, no bairro de Nampaco, onde será organizado um velório aberto aos fiéis e à comunidade cristã, permitindo que todos prestem a sua última homenagem.

No sábado, 13 de maio, os restos mortais serão transferidos para a Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, um local de particular relevância na vida de Dom Osório, pois foi ali que recebeu os sacramentos do batismo e da confirmação, e onde foi ordenado sacerdote. A missa de corpo presente será celebrada às 10h00, presidida pelo Arcebispo Metropolita de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saure.

Concluída a celebração eucarística, Dom Osório Citora Afonso será sepultado no Cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula, situado junto ao Seminário Propedêutico Mater Apostolorum, em Nampaco, encerrando assim um capítulo doloroso para a Igreja moçambicana.

A morte de Dom Osório, vítima de um ataque armado na residência episcopal de Quelimane, chocou o país e levou as autoridades moçambicanas a iniciar uma investigação para apurar as circunstâncias exatas do crime.

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