Crise no HCN: 3 mortes, apagão e geradores inoperantes em Nampula

O Hospital Central de Nampula (HCN) registou a morte de três pessoas durante um prolongado apagão que afetou a unidade sanitária por mais de três horas, agravado por falhas simultâneas nos seus geradores. O incidente levantou sérias preocupações sobre a segurança dos pacientes e a capacidade de resposta da maior infraestrutura de saúde da região norte de Moçambique.
Confirmação e Controvérsia
A Direcção do HCN confirmou as mortes em conferência de imprensa, após a circulação de informações que indicavam um número superior de óbitos. Segundo Frederico Sebastião, porta-voz do hospital, três pessoas perderam a vida: dois recém-nascidos no berçário, que sofriam de asfixia grave, e um paciente adulto internado no Serviço de Medicina com “outras complicações clínicas”. Sebastião, contudo, negou que as mortes estivessem diretamente relacionadas com o corte de energia que atingiu a cidade, apesar de admitir que a avaria dos geradores internos comprometeu o fornecimento de oxigénio essencial.
Falha de Infraestruturas e Medidas de Emergência
A situação foi exacerbada pela inoperância dos dois geradores do hospital, que falharam em simultâneo, deixando a unidade completamente às escuras e sem capacidade de manter equipamentos vitais. Em resposta à crise, a Direcção do HCN articulou com o Hospital Geral de Marrere para transferir oito mulheres grávidas que necessitavam de intervenção cirúrgica, garantindo a continuidade dos cuidados. Adicionalmente, o Governador de Nampula disponibilizou 200 litros de combustível e um gerador extra para apoiar a unidade. No entanto, as razões exatas para a falha simultânea dos geradores, que colocou em risco milhares de vidas, não foram detalhadas pela fonte oficial.



