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Congresso do ANAMOLA em Nampula: Mondlane mira presidência em 2029

O partido Aliança Nacional para um Moçambique Autónomo (ANAMOLA) arranca este sábado, 20 de Junho de 2026, o seu primeiro congresso na cidade de Nampula, um evento que se estenderá até terça-feira, dia 23. Quase um ano após a sua oficialização, o encontro assume-se como um marco decisivo para a consolidação da estrutura partidária e a definição das suas ambições políticas futuras.

Agenda e Eleição de Órgãos

Com a presença de 400 delegados oriundos de todo o país e 50 convidados nacionais e internacionais, o congresso tem como pontos centrais a eleição dos órgãos de direção do ANAMOLA, incluindo o Presidente, o Conselho Nacional e a Comissão Política Nacional. Conforme confirmado por Venâncio Mondlane, líder da formação política, à sua chegada a Nampula, a agenda prevê igualmente a ratificação do Secretário-Geral, dos membros dos Conselhos Nacionais de Jurisdição e de Fiscalização, e dos da Comissão de Ética.

Adicionalmente, os participantes discutirão a estratégia eleitoral do partido e procederão à aprovação do seu Programa e Estatuto. Até ao momento, Venâncio Mondlane é o único candidato conhecido à presidência do partido, cuja eleição está agendada para domingo, 21 de Junho de 2026, sem registo de outros concorrentes.

Ambições Presidenciais de Mondlane

Em declarações recentes, Venâncio Mondlane, figura proeminente da oposição moçambicana, reiterou a sua “disponibilidade incondicional” para concorrer à presidência da República em 2029. Embora os termos e regulamentos para a escolha do candidato presidencial nacional sejam definidos pelo Conselho Nacional, Mondlane expressou a sua vontade pessoal, caso os membros do partido assim o desejem.

Comício Popular e Questões de Localização

No encerramento do congresso, está previsto um comício popular no “Campo dos Makondes”, no bairro de Namutequeliua, em Nampula. O local foi autorizado esta quinta-feira pelo Conselho Municipal da Cidade de Nampula, liderado por Luís Giquira, da Frelimo. Inicialmente, o Conselho havia recusado o local proposto pelo ANAMOLA, alegando razões de mobilidade urbana e segurança pública.

Giquira esclareceu, em nota emitida, que a intenção nunca foi impedir o comício, mas sim garantir que o local escolhido não comprometesse o trânsito rodoviário e pedonal, considerado essencial para a fluidez da cidade de Nampula.

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