ANAMOLA: Nampula dificulta congresso e retém resposta sobre local

O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), pela voz do seu delegado provincial em Nampula, Castro Niquina, veio a público denunciar uma alegada tentativa do Conselho Municipal de Nampula em criar obstáculos à realização do seu Congresso Nacional, agendado para o próximo sábado, 20 de Junho, na cidade.
Atraso na comunicação municipal
Niquina explicou em conferência de imprensa que o ANAMOLA submeteu, com bastante antecedência, um pedido formal à edilidade para a realização do evento. Contudo, a resposta só foi enviada poucos dias antes da data prevista, apesar dos preparativos internos estarem a decorrer normalmente. “Submetemos a carta ao município há bastante tempo, precisamente para que houvesse tempo suficiente para uma resposta atempada. Infelizmente, a resposta só chegou há cerca de três dias, depois de várias semanas de espera”, sublinhou o representante.
A resposta municipal incluía uma sugestão para a alteração do local inicialmente proposto para o comício. O ANAMOLA acatou a recomendação e submeteu uma nova carta com a indicação do novo local. No entanto, até à manhã desta terça-feira, a escassos três dias do evento, o partido ainda não tinha recebido qualquer confirmação.
Críticas à atuação da PRM
Para além das dificuldades com o Conselho Municipal, liderado pela Frelimo, o delegado do ANAMOLA em Nampula estendeu as suas críticas à Polícia da República de Moçambique (PRM). Niquina denunciou a detenção que considerou ilegal de membros e delegados do partido em diversos distritos da província de Nampula.
Apesar da insatisfação manifestada em relação à conduta da PRM, Castro Niquina fez questão de assegurar que o ANAMOLA manteve encontros formais com dirigentes da corporação, solicitando a presença de agentes policiais para garantir a segurança e a proteção dos participantes durante o congresso.



