Moçambique inaugura centro de comando para alerta de cheias e secas

O Governo de Moçambique deu um passo importante na luta contra os fenómenos climáticos extremos, inaugurando um Centro de Comando do Sistema de Previsão e Alerta de Cheias e Secas. Esta infraestrutura é vista como crucial para proteger as populações e bens face aos desafios impostos pelas mudanças climáticas no país.

Um Investimento Estratégico para a Resiliência Climática
A cerimónia de inauguração, que teve lugar nas instalações da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, foi presidida pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael. O centro, orçado em cerca de 7.5 milhões de dólares, representa um investimento significativo na capacidade de Moçambique antecipar e responder a desastres naturais.

Com a sua implementação, espera-se que o período de aviso prévio para cheias possa duplicar, passando de três para até seis dias em certas situações. Esta antecedência é vital para que as comunidades e as autoridades possam preparar-se melhor, salvando vidas e minimizando perdas materiais.
Impacto Direto nas Comunidades e Setores Vitais
Mais de 100 mil habitantes da bacia do rio Licungo, na província da Zambézia, serão os primeiros a beneficiar diretamente desta iniciativa. O centro vai reforçar a monitoria hidrológica e permitir a emissão de alertas mais precisos e atempados, transformando dados técnicos em ações preventivas concretas no terreno.
Além de proteger as populações, o sistema também irá apoiar os agricultores na salvaguarda das suas culturas, facilitar evacuações antecipadas em zonas de risco e otimizar a organização logística de setores cruciais como a saúde, educação e assistência humanitária. A presença de várias entidades, incluindo o embaixador da Coreia do Sul, Bok-won Kang, e a presidente do INGD, Luísa Meque, sublinha a importância e o apoio internacional a este projeto.
Esta nova infraestrutura é um pilar fundamental no esforço contínuo de Moçambique para construir resiliência climática, num cenário onde cheias e secas são cada vez mais frequentes e intensas.



