Afinal, os três turnos não vai abranger todas escolas secundárias do País

O Governo moçambicano, através do Ministério da Educação e Cultura, esclareceu que a implementação do regime de três turnos nas escolas secundárias não será uma medida universal, como inicialmente se poderia pensar. Esta estratégia abrangerá apenas um número limitado de instituições em províncias específicas, visando responder a desafios pontuais.

Onde e Porquê a Medida Será Aplicada
Segundo a Ministra da Educação, Samaria Tovela, a medida de três turnos será adotada em apenas 159 estabelecimentos de ensino secundário, o que representa cerca de 4% do total nacional de 2819 escolas. A maioria destas escolas concentra-se nas províncias de Maputo e Cabo Delgado, com razões distintas para a sua implementação.

Na província de Maputo, a decisão justifica-se pela elevada pressão demográfica e pelo crescimento acelerado da população escolar, que exige soluções para acomodar o crescente número de alunos. Já em Cabo Delgado, o regime de três turnos é uma necessidade premente para acolher as populações deslocadas devido à situação de insegurança na região, garantindo que estes alunos continuem o seu percurso educativo.
Objetivo Principal e Abrangência
A governante sublinhou que a principal meta desta estratégia é assegurar que nenhum aluno com menos de 18 anos permaneça no ensino noturno. Ao concentrar estes estudantes no período diurno, mesmo que através da divisão em três blocos horários nas escolas selecionadas, o Ministério pretende criar um ambiente de aprendizagem mais seguro e pedagogicamente eficaz para os jovens.
Para as restantes províncias do país, o funcionamento da rede escolar manter-se-á inalterado. A capacidade instalada nestas regiões é considerada suficiente para absorver a procura, não havendo necessidade de recorrer a este regime excecional de três turnos.
A Ministra Tovela aproveitou a ocasião, na passada sexta-feira, para apelar aos professores de todo o país a uma aposta contínua na qualidade do processo de ensino e aprendizagem para o ano letivo de 2026, reforçando a importância de um ensino de excelência para o desenvolvimento dos estudantes moçambicanos.



