Nuvunga Pressiona por Transparência e Resultados na EN1

O ativista moçambicano Adriano Nuvunga dirigiu uma carta pública ao Presidente da República, desafiando as declarações oficiais sobre o estado da Estrada Nacional Número Um (EN1) e exigindo total transparência e prestação de contas sobre os avultados investimentos aplicados na sua reabilitação.
Realidade da EN1 Contrasta com Discurso Oficial
Na missiva enviada ao Chefe de Estado, Nuvunga contesta a afirmação de que “hoje a EN1 está melhor que ontem” e que a sua reabilitação decorre de forma discreta. Pelo contrário, o ativista alerta que a experiência diária de milhões de moçambicanos revela uma via ainda marcada por forte degradação, buracos crónicos e pavimento danificado, que comprometem a segurança rodoviária e encarecem o transporte de pessoas e bens essenciais.
Segundo Nuvunga, a perceção dos cidadãos sobre a EN1 não se baseia em anúncios institucionais, mas sim na sua vivência quotidiana, nos danos causados às suas viaturas, nos atrasos enfrentados e nos riscos inerentes à circulação numa infraestrutura precária. Os resultados visíveis no terreno, argumenta, não correspondem às expectativas da sociedade, apesar dos significativos recursos e investimentos anunciados para a principal rodovia do país.
Exigências de Transparência e Prestação de Contas
Sublinhando a primazia do direito à informação e da transparência governamental sobre a propaganda, Adriano Nuvunga apela ao Governo para que esclareça publicamente diversos pontos cruciais. Entre as exigências, destacam-se:
- O valor exato já investido financeiramente nas obras de reabilitação.
- A identificação dos troços específicos atualmente abrangidos pelas frentes de trabalho.
- A revelação dos nomes das empresas contratadas e responsáveis pela execução das empreitadas.
- O ponto de situação real do grau de execução física e financeira dos projetos.
- Os prazos concretos previstos para a conclusão definitiva das obras.
A carta conclui com uma mensagem clara: apenas os resultados práticos e a melhoria efetiva da experiência diária dos cidadãos na estrada podem validar o progresso da EN1, e não os anúncios institucionais.



