Turismo

CTA define 5 pilares para alavancar turismo e investimento em Moçambique

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) identificou cinco prioridades estratégicas para impulsionar o turismo nacional, transformando o seu vasto potencial em crescimento económico tangível. Esta posição foi defendida pelo seu presidente, Álvaro Massingue, durante o Fórum de Turismo e Investimento, realizado na vila-sede de Rapale, província de Nampula, que juntou governantes e operadores turísticos nacionais e internacionais.

Eixos Estratégicos para o Desenvolvimento Turístico

Massingue sublinhou a necessidade de uma abordagem estruturada e coordenada, com um papel preponderante para o sector privado. As prioridades incluem:

  • Melhoria da Conectividade Aérea: Aumento das ligações, maior frequência de voos e custos mais competitivos são essenciais para facilitar o acesso ao país.
  • Simplificação dos Regimes de Vistos: A facilitação da mobilidade de pessoas através de processos de visto mais simples e eficientes é crucial para atrair mais visitantes.
  • Investimento em Infraestruturas Essenciais: A aceleração do investimento em estradas, energia, água, hospitais, saneamento e telecomunicações é fundamental para um turismo de qualidade.
  • Qualificação dos Recursos Humanos: O reforço da formação e capacitação dos profissionais ligados ao sector é vital para elevar a qualidade dos serviços.
  • Promoção Internacional da Marca Moçambique: O fortalecimento da imagem do país nos mercados prioritários é imperativo para atrair investimento e turistas.

O presidente da CTA enfatizou que o turismo possui um forte efeito multiplicador na economia, impulsionando a procura por diversos serviços e gerando rendimentos, oportunidades de negócio e novos postos de trabalho. Moçambique, com os seus recursos naturais abundantes, localização estratégica e oportunidades de investimento, reúne condições privilegiadas para se afirmar como um destino turístico de referência na região.

Para sustentar esta visão otimista, Massingue partilhou dados relevantes: entre 2016 e 2019, o país acolheu, em média, cerca de dois milhões de turistas por ano. O sector contribuiu com aproximadamente 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e representou 32% das exportações de serviços, evidenciando o seu papel crucial na diversificação económica de Moçambique.

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