Economia

Fundo Soberano de Moçambique alcança 116 milhões de dólares iniciais

O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) registou uma acumulação de aproximadamente 116 milhões de dólares americanos (cerca de 7.4 mil milhões de meticais) desde o início das suas operações até ao primeiro trimestre de 2026. Estes dados foram divulgados pelo Ministério das Finanças e pelo Banco de Moçambique durante um seminário recente, que visou apresentar os avanços na implementação deste importante mecanismo de gestão de receitas do gás natural.

Início Operacional e Capitalização

O processo operacional do Fundo Soberano teve início com a transferência inicial de 109,97 milhões de dólares de uma conta transitória. Segundo Alfredo Mutombene, esta transferência marcou oficialmente o arranque das atividades do FSM. Posteriormente, uma nova alocação de 6,1 milhões de dólares nos primeiros três meses de 2026 elevou o montante total para os cerca de 116 milhões de dólares atualmente registados.

Estratégia de Investimento e Rentabilidade

Na ausência de um plano diretor de investimento aprovado, o Banco de Moçambique, enquanto entidade gestora do fundo, optou por aplicar os recursos em três instituições financeiras internacionais, localizadas no Canadá, Japão e França. Esta estratégia inicial já demonstra resultados positivos, com o capital a ser rentabilizado. Cláudio Mangue, representante do banco central, confirmou que até 31 de março de 2026, o Fundo Soberano já havia gerado um resultado líquido de cerca de 1,059 milhões de dólares, acumulando aproximadamente 1,8 milhões de dólares em juros até 17 de maio, valores que são atualizados diariamente.

Governança e Transparência: Pilares do Sucesso

A Ministra das Finanças, Carla Louveira, enfatizou que o Fundo Soberano já ultrapassou a fase de previsão legal e encontra-se numa etapa de consolidação institucional. Contudo, a governante alertou que o êxito e a sustentabilidade do fundo dependem crucialmente da qualidade da governação, da integridade dos processos e da transparência. A ministra sublinhou a importância de construir a confiança pública através da prestação de contas, de uma supervisão eficaz e da participação informada da sociedade civil.

O seminário, que contou com a presença de organizações da sociedade civil, membros do comité de gestão do fundo e investigadores, serviu como plataforma para a apresentação dos primeiros resultados e para a discussão dos desafios inerentes à gestão sustentável das receitas provenientes da exploração do gás natural em Moçambique.

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