320 Moçambicanos Detidos na África do Sul por Entrada Ilegal em Abril

Um total de 320 cidadãos moçambicanos foram detidos na África do Sul durante o mês de abril, acusados de entrada clandestina no país vizinho, um cenário que se tem repetido com frequência nos últimos anos.
Estes números inserem-se num total de 867 indivíduos interceptados por soldados sul-africanos, que incluíam também cidadãos do Zimbabwe (456), E-swatini, Botswana e Lesotho. Todos os detidos foram entregues à Polícia e ao Departamento de Assuntos Internos (DHA) para os procedimentos legais.
A situação representa um aumento significativo, comparativamente aos 271 imigrantes ilegais detidos em março, evidenciando a persistência do fluxo migratório irregular. As autoridades sul-africanas, no âmbito da “Operação Corona”, intensificam as patrulhas ao longo dos mais de 4.800 quilómetros de fronteira terrestre com os seis países vizinhos.
Combate ao Tráfico e Contrabando na Fronteira
Além da detenção de imigrantes ilegais, a Operação Corona também resultou na apreensão de substâncias narcóticas não especificadas, avaliadas em 3,13 milhões de rands, que estavam a ser transportadas de Moçambique para a África do Sul. A ação visou traficantes de drogas e indivíduos de Moçambique e E-swatini que tentavam abastecer o mercado sul-africano.
No mesmo período, veículos avaliados em mais de 7,8 milhões de rands foram impedidos de sair da África do Sul. Estes veículos estavam destinados a compradores ilegais ou para exportação ilícita para Lesotho, Moçambique e Zimbabwe. A província de Limpopo destacou-se na recuperação da maioria destes veículos, com um valor estimado em 4,4 milhões de rands, conforme dados das Operações Conjuntas do Exército sul-africano.
Apesar dos apelos constantes para o cumprimento das formalidades migratórias, centenas de moçambicanos continuam a tentar entrar na África do Sul de forma irregular, preferindo “furar a rede” devido a diversas razões socioeconómicas e pessoais.



