Maputo em Crise: Milhares Afetados por Paralisação dos Transportes Públicos

Milhares de cidadãos na Área Metropolitana do Grande Maputo enfrentam, há mais de um mês, sérias dificuldades para se deslocar, devido à paralisação parcial dos transportes semi-coletivos de passageiros. Esta interrupção é um protesto dos operadores privados contra a fórmula de compensação governamental pela recente subida dos preços dos combustíveis, em particular o gasóleo.
A Origem da Crise e o Descontentamento
A crise nos transportes públicos em Maputo agravou-se inicialmente pela escassez de combustível e, posteriormente, pela contestação generalizada dos transportadores à manutenção da tarifa de transporte, face ao aumento dos preços dos combustíveis. O Governo propôs subsidiar os operadores com base na lotação, distância percorrida e tipo de combustível. Contudo, este modelo, embora acordado com a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), não agrada à maioria dos operadores, que apontam fragilidades históricas onde apenas uma fração ligada ao partido no poder teria acesso aos valores. Os transportadores exigem, como alternativa, a revisão da tarifa urbana.
Impacto Dramático na População
Os terminais e paragens de autocarros em Maputo amanhecem lotados de pessoas que aguardam, em vão, por transporte para os seus locais de trabalho, escolas e hospitais. A paralisação, que se intensificou desde a última sexta-feira, vê operadores a



