Empreendedorismo

“Mulheres lideram 60% das PME, mas enfrentam desafios estruturais e persistentes”, – CTA

Em Moçambique, as mulheres são a força motriz de cerca de 60% das Pequenas e Médias Empresas (PME), desempenhando um papel fundamental na economia. Contudo, apesar desta liderança notável, elas continuam a lutar contra desafios estruturais e persistentes que limitam o seu pleno potencial e desenvolvimento, como revela a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O Impacto Crucial da Mulher na Economia Moçambicana

De acordo com Teresa Muenda, diretora executiva da CTA, as mulheres não só gerem a maioria das PME no país, como também assumem um papel vital na diplomacia económica. Durante a 2.ª Conferência “Mulher Nota 20”, Muenda sublinhou que a mulher moçambicana é um motor essencial para a criação de oportunidades de negócio, contribuindo significativamente para o desenvolvimento socioeconómico. Ela destaca que “a mulher é uma diplomata económica: sustenta a família, ensina outras comunidades e promove o comércio”, evidenciando a sua influência tanto no setor formal quanto no informal.

Desafios Persistentes e a Luta pela Igualdade

Apesar do seu contributo inegável, as mulheres enfrentam barreiras consideráveis. A desigualdade económica persiste, com muitas concentradas em empregos vulneráveis, como o trabalho doméstico e a agricultura informal. Para além disso, a violência baseada no género continua a ser uma preocupação grave. Teresa Muenda enfatiza que “a luta contra a violência contra a mulher deve ser responsabilidade de todos”, apelando à denúncia e à proteção das vítimas, e defendendo uma resposta coletiva para prevenir e combater este flagelo.

Estratégias de Apoio e o Caminho para o Empoderamento

No âmbito do apoio ao empreendedorismo feminino, a CTA tem implementado diversas iniciativas. Estas incluem a promoção de missões empresariais, a facilitação do acesso a financiamento e a programas de capacitação, bem como a divulgação de produtos liderados por mulheres nos mercados internacionais. A diretora executiva da CTA reforça a necessidade de investir no empoderamento feminino desde o seio familiar e de desenvolver políticas mais robustas de igualdade de género. Segundo Muenda, é crucial remover as “barreiras estruturais que dificultam o acesso das mulheres a oportunidades económicas e posições de liderança”, pois “o reforço do papel económico das mulheres é essencial para o desenvolvimento do País, gerando impactos positivos ao nível familiar e comunitário”.

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