Literatura

Lázaro Filho lança “ Escravos Livres – o protesto dos silêncio”

O escritor, teólogo e jornalista moçambicano Dionísio Lázaro Conjo, mais conhecido como Lázaro Filho, vai apresentar ao público a sua primeira obra literária, “Escravos Livres – o protesto dos silêncios”, numa cerimónia de lançamento marcada para a próxima sexta-feira, dia 27, na Associação dos Escritores Moçambicanos (AEM), em Maputo.

Uma Voz Pelas Liberdades

O livro de Lázaro Filho surge como um grito pela garantia das liberdades de expressão e de criação, que o autor considera essenciais tanto para o desenvolvimento individual como para o progresso de toda a sociedade. A obra é um convite à reflexão sobre a importância de cada voz na construção de um país mais justo e aberto.

Exaltação de Moçambique e Apelo à Unidade

Além de abordar as liberdades, “Escravos Livres” é também uma profunda exaltação a Moçambique. Lázaro Filho descreve o país como “um povo independente”, resultado da junção de “cada cidadão independente” e de “cada consciência ao serviço do grupo”. A narrativa reforça a ideia de que a verdadeira força de uma nação reside na união e no compromisso de todos os seus filhos com a “Nação-Mãe”, que deve ser protegida e valorizada por todos.

Consciência Social e Responsabilidade Coletiva

A obra não ignora as dificuldades sociais, dando voz às “dores dos pobres”. O autor faz um alerta veemente sobre a responsabilidade partilhada de todos os moçambicanos na edificação de uma nação coesa e indivisível. Lázaro Filho estende este apelo ao continente africano, incentivando a superação dos medos e a busca por um futuro de dignidade e autonomia.

O Amor como Ferramenta de Luta

Inspirado pelos ideais dos guerrilheiros da Luta Armada de Libertação Nacional de Moçambique, o escritor defende a importância de “trabalhar e amar”. Este amor, segundo ele, deve ser um motor na luta pela família e pela nação, manifestado nas mais diversas profissões e contextos sociais – desde o estivador e a escriturária, à mukherista e o médico, passando pelo desempregado e a assalariada. É um “amor guerreiro” que os “Escravos Livres” reconhecem como um “Dia de luz”, um momento para “pensar no próximo, de aceitá-lo, esquecendo raças, línguas, religiões ou classes”.

A Criança: Símbolo de Paz e Futuro

Para Lázaro Filho, este “dia de paz” é simbolizado pela “Criança”, descrita como “o cristal mais brilhante do universo” e “o livro sem dogmas, nem fronteiras”. A criança representa a pureza e a esperança de um futuro onde a paz e a aceitação prevaleçam, sem as divisões que muitas vezes marcam a sociedade.

Diálogo para a Vitória

Na sua estreia no mundo literário, o jornalista sublinha que a superação de qualquer forma de subjugação só é possível quando há um verdadeiro encontro e diálogo entre dirigentes e cidadãos. A vitória é alcançada quando ambos trabalham em conjunto, unidos pela mesma causa e pelo bem-estar de todo o povo moçambicano.

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