Saúde

Áfricaː Cólera matou perto de 500 pessoas neste ano

A cólera continua a ser um desafio de saúde pública em África, tendo provocado a morte de quase 500 pessoas desde o início deste ano. Dados recentes do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) indicam um total de 18.500 casos suspeitos, dos quais 5.300 foram confirmados em todo o continente.

A taxa de letalidade da doença, que atualmente se situa em 2,03%, é considerada elevada, e os esforços estão concentrados em reduzi-la para 1%. Esta meta é crucial para mitigar o impacto da doença, que é causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados e está intrinsecamente ligada a deficiências no saneamento básico e no acesso à água potável.

A Situação em Moçambique

Ao nível interno, Moçambique enfrenta uma situação preocupante. Entre 3 de Setembro de 2025 e 19 de Março de 2026, o país registou 7.773 casos de cólera e 82 óbitos. Embora se observe uma diminuição no número de novas infeções e não tenham sido registadas mortes nas últimas duas semanas, a vigilância por parte das autoridades de saúde moçambicanas mantém-se para evitar ressurgimentos.

Impacto Noutros Países Africanos

Angola é outro país severamente afetado. Desde o início do surto em Janeiro de 2025 até 20 de Fevereiro deste ano, Angola contabilizou 36.536 casos, com uma distribuição de 19.684 em homens e 16.582 em mulheres. A República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Nigéria são também apontados como os países mais atingidos no plano continental.

Mesmo países como o Sudão, que declarou o fim do surto a 5 de Março, continuam sob monitorização intensa para prevenir novos focos, como os que foram registados no Ruanda e no Zimbabué. É um lembrete de que a cólera pode ressurgir rapidamente se as condições não forem mantidas.

Um Desafio Contínuo

O ano de 2025 já havia registado um recorde preocupante, com cerca de 262.300 casos confirmados e 5.900 mortes em todo o continente africano. Estes números sublinham a necessidade contínua de investimentos em infraestruturas de saneamento e campanhas de educação para a saúde, para proteger as comunidades mais vulneráveis da propagação desta doença.

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