Infraestruturas

Governo assina acordos com empresas chinesas para viabilização de projectos do Corredor da Beira

O Governo moçambicano, através do Ministério dos Transportes e Logística, estabeleceu recentemente uma parceria estratégica com empresas chinesas para impulsionar o desenvolvimento do Corredor da Beira, uma infraestrutura vital para a economia nacional e regional. Na China, foram assinados memorandos de entendimento com a Zhongmei Engineering Group e a Union Portlink Capital, visando a concretização de projetos de grande envergadura.

Projectos Estruturantes para o Corredor da Beira

Os acordos focam-se na viabilização da construção da Estrada de Acesso do Porto da Beira e do Terminal Logístico de Dondo. Estes são considerados projetos estruturantes, já em curso, que se destinam a maximizar o potencial logístico da região e a fomentar o desenvolvimento económico de todo o corredor.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, enfatizou a prioridade que o Governo atribui ao Corredor da Beira, sublinhando a sua importância para o atendimento dos países vizinhos, como o Zimbabué, Zâmbia e Malawi, que dependem diretamente desta infraestrutura logística.

Descongestionamento da Cidade da Beira e Melhoria da EN6

Uma das metas primordiais é o descongestionamento da cidade da Beira. A nova estrada de acesso direto ao porto desviará o tráfego pesado, contribuindo significativamente para o funcionamento normal da urbe. “Esta é uma forma de dar uma grande contribuição para que a cidade possa funcionar de forma normal”, afirmou Matlombe, destacando a colaboração com o Conselho Municipal da Beira para mitigar os impactos da construção.

Adicionalmente, está prevista a construção de uma estrada de acesso para o futuro porto seco da região, que incluirá um viaduto para cruzar a Estrada Nacional Nº 6 (EN6). Esta solução evitará interferências com o tráfego normal da EN6, conhecida pelos seus congestionamentos. O ministro criticou o “péssimo” desempenho da EN6 desde a fronteira de Machipanda até ao Porto da Beira, reforçando a necessidade de intervenções para garantir a eficiência do corredor.

Expansão e Eficiência dos Terminais

A segunda fase dos projetos prevê intervenções dentro do próprio Porto da Beira, a serem executadas pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com o objetivo de aumentar a capacidade do terminal de combustíveis.

Em paralelo, o Governo está a colaborar com a Companhia do Pipeline Moçambique e Zimbabué (CPMZ) para duplicar a capacidade do gasoduto que liga os dois países. Matlombe anunciou que o início destas obras será comunicado ao longo do ano, visando maximizar o potencial existente e elevar a contribuição económica para Moçambique.

Reconhecendo os desafios nos terminais de carga e contentores, o ministro garantiu que está em curso um trabalho com todos os parceiros para otimizar as operações. A delegação moçambicana, durante a sua estadia na China, visitou um canal com um calado inferior ao da Beira, mas com uma movimentação anual superior a 20 milhões de toneladas, um exemplo de eficiência e investimento na cadeia logística. Moçambique procura replicar este sucesso no Porto da Beira para atender à demanda e reduzir os tempos de espera, que atualmente podem ultrapassar 60 dias para cargas e 90 dias para combustíveis.

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