Desenvolvimento

MAGANJA DA COSTA: Banco Mundial financia mitigação de mudanças climáticas

Um estudo crucial para encontrar soluções contra as mudanças climáticas na vila municipal da Maganja da Costa, província da Zambézia, está na sua fase final. Financiada pelo Banco Mundial, esta investigação de dois anos, inserida no Projeto de Desenvolvimento Urbano Local (PDUL), visa combater a erosão dos solos e as inundações urbanas que afetam a região.

Desafios Climáticos e Urbanísticos

Segundo Nelson Jorge, vereador do pelouro de Desenvolvimento Urbano e Infraestruturas, a combinação da erosão e das cheias urbanas provoca danos severos nas estradas, obrigando o município a intervenções frequentes, por vezes mais de uma vez por ano. Esta situação tem um impacto significativo na tesouraria da edilidade, que se vê a braços com custos elevados para manter a transitabilidade.

A localização geográfica da vila, entre rios, é apontada por Nelson Jorge como o principal fator que agrava o problema da erosão, pois as águas das chuvas arrastam consigo grandes quantidades de solo. Além disso, a Maganja da Costa debate-se com uma ocupação desordenada de solos, um problema herdado do período da guerra civil, quando muitas famílias se deslocaram para a vila sem um planeamento urbanístico adequado.

Planos para o Futuro e Gestão de Solos

Com a conclusão do estudo, espera-se a apresentação de soluções técnicas sustentáveis que permitirão mobilizar recursos, tanto internos como de parceiros, para enfrentar os desafios que preocupam os mais de 70 mil munícipes. A autarquia está empenhada em promover o crescimento da vila e, para isso, convida os interessados a investir em atividades económicas que possam fortalecer a arrecadação de receitas.

No que diz respeito à ocupação de solos, o Conselho Municipal está a fazer um levantamento de talhões que foram atribuídos há mais de vinte anos e que continuam por explorar, sem construção de casas ou edifícios para serviços. Os detentores dos Títulos de Uso e Aproveitamento da Terra (DUATs) serão notificados e, caso não demonstrem capacidade ou interesse em investir, os talhões poderão ser revertidos para o município e atribuídos a outros interessados.

Outras Dificuldades Locais

Apesar dos esforços, o município de Maganja da Costa enfrenta também dificuldades na recolha e tratamento de resíduos sólidos. A falta de meios é um entrave significativo, agravado pela destruição de um trator e um camião, que foram queimados e vandalizados durante as manifestações pós-eleitorais.

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